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Marido de prefeita tem pris�o decretada

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| GILVAN FERREIRA Repórter Os juízes do Núcleo de Combate ao Crime Organizado (NCCCO) decretaram ontem a prisão preventiva do coordenador de planejamento da Prefeitura de Rio Largo, Ricardo Scavuzzi, marido da prefeita do município, Vânia Paiva (PMDB). A prisão de Scavuzzi foi pedida pelo delegado Marcílio Barenco, que o indiciou por envolvimento no assassinato de um morador de rua, que ocupava um prédio abandonado pela família da prefeita. O crime ocorreu em maio de 2002. Além de Scavuzzi, o delegado Barenco indiciou o chefe de segurança da Prefeitura de Rio Largo, Jorge Pagão, e o seu cunhado, Waldemir Araújo Silva, o ?Dema?. No inquérito, o delegado Barenco afirma, baseado em depoimento de uma testemunha, que Ricardo Scavuzzi deu autorização para que Jorge Pagão ?desse um jeito? no morador de rua que estava trazendo problemas para ele. Pagão teria chamado o cunhado Dema para acompanhá-lo até o prédio que o morador de rua ocupava. A vítima teria sido supreendida por Pagão e Dema quando estava dormindo e espancada até a morte. Segundo Barenco, Scavuzzi acompanhou a sessão de espancamento de um dos cômodos da sua residência, que fica em frente ao prédio utilizado pelo morador de rua. Barenco acrescenta que depois de ter assassinado o desabrigado, Pagão e Dema jogaram o corpo em um canavial da Usina Utinga Leão. O corpo foi encontrado 45 dias depois, em adiantado estado de decomposição. Ontem à tarde, o juiz da 3ª Vara Criminal de Rio Largo, Mirandyr César de Lima, acompanhado por dois juízes do NCCO, tomou o depoimento de Jorge Pagão e de Waldemir Araújo, o Dema, no Fórum de Rio Largo. Depois dos depoimentos, Jorge Pagão e Dema foram levados de volta ao presídio Cerydião Durval. Eles negaram a autoria do crime. Segundo o juiz Mirandyr César de Lima, Ricardo Scavuzzi, que está foragido da Justiça, deve ser interrogado na próxima sexta-feira, às 8h30, no Fórum de Rio Largo. Novas acusações O delegado Marcílio Barenco disse ontem que encaminhou, na última sexta-feira, mais 10 inquéritos à Justiça, com o indiciamento do vereador Júnior Pagão, o chefe de segurança da Prefeitura de Rio Largo, Jorge Pagão, e outros integrantes da quadrilha liderada pelo vereador. Os inquéritos envolvem seqüestros e homicídios, mas, segundo Barenco, há ainda 20 inquéritos que devem ser concluídos até o final deste mês.

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