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Nº 5730
Polícia

Presa seq�estradora de crian�a de 7 anos

REGINA CARVALHO Repórter A angústia da dona-de-casa Luciana Ferreira da Silva, que há dois meses teve a filha Cláudia Caroline Ferreira, de 7 anos, seqüestrada no 2º Centro de Saúde de Maceió, conhecido como “Posto da Maravilha”, chegou ao fim na no

Por | Edição do dia 05/04/2006 - Matéria atualizada em 05/04/2006 às 00h00

REGINA CARVALHO Repórter A angústia da dona-de-casa Luciana Ferreira da Silva, que há dois meses teve a filha Cláudia Caroline Ferreira, de 7 anos, seqüestrada no 2º Centro de Saúde de Maceió, conhecido como “Posto da Maravilha”, chegou ao fim na noite de segunda-feira. A menina sofreu o seqüestro exatamente no dia em que ia começar o tratamento de epilepsia e perda de memória. Um telefonema anônimo, supostamente de uma liderança comunitária, levou policiais militares à seqüestradora confessa Ivete Teixeira da Silva, 45 anos, que foi presa em flagrante. Ela estava com a menina em sua residência, localizada no bairro do Feitosa. Ivete foi levada à Delegacia de Plantão (Deplan III), em Jaraguá e encaminhada, em seguida, à Delegacia da Mulher. A versão apresentada pela acusada é confusa. Ela conta que levou a menor porque uma de suas filhas gêmeas morreu em decorrência de uma infecção. “Tenho consciência de que cometi um crime. Mas dei carinho e amor a ela. No início ela chorava, mas depois parou”, declarou Ivete. Ontem, Cláudia Caroline disse que chegou a apanhar do marido de Ivete e que chorava com saudade da mãe e da irmã, de dois anos. Novo nome A pequena recebeu um novo nome e já havia freqüentado por dois dias a escola “Abelha Rainha”. “Eu coloquei o nome dela de Islane Rebeca. Levei a menina por causa do meu marido, que não sabia que a minha filha tinha morrido”, alegou Ivete, que disse estar grávida. Durante todo o tempo em que esteve longe de sua filha, Luciana diz que nunca perdeu a esperança de localizá-la. Ontem, enquanto embalava a filha no colo, ela afirmou que sempre acreditou que a menina pudesse ser encontrada. A mãe relembrou as várias noites que não conseguiu dormir pensando em sua filha. “Não conseguia dormir direito e algumas vezes acordava assustada, porque parecia que estava ouvindo a voz da minha filha me chamando”, contou Luciana. A menor tem problemas de saúde e iria iniciar o tratamento para epilepsia quando foi seqüestrada, no dia 2 de fevereiro, data do aniversário dela. A mãe conta que foi ao posto de saúde do Poço para fazer o cartão de atendimento e marcar uma consulta para a filha. Em poucos minutos que teria se distraído, Cláudia Caroline foi levada por Ivete. Já na companhia da filha, Luciana mandou um recado para as mães: “O conselho que dou às mães é que não tirem a atenção dos filhos, que segurem forte na mão deles para que não saiam de perto”. Seqüestro em série O delegado Edvaldo Meneses, que estava de plantão ontem na Deplan, declarou que a polícia deve investigar se um menino de três anos que vive com a acusada é realmente filho de Ivete. “A Delegacia de Crimes Contra a Criança e o Adolescente deve investigar esse fato, verificar se esse menino também não foi roubado”, informou o delegado. No momento em que recebeu a notícia de que sua filha foi encontrada, Luciana estava no município de São Luiz do Quitunde, onde mora. Ontem, ela passou o dia na casa de parentes em Ipioca com a filha. “Graças a Deus hoje estou bem. Não me deixaram ver a Ivete porque eu estava muito nervoso”, contou José Mendes da Silva, pai da menor. No rápido encontro que teve com a acusada, no dia em que a menina foi seqüestrada, Luciana conta que Ivete chegou a falar que estava no posto de saúde para tratar do filho. Feliz com a volta para casa, a menina, que também teve os cabelos cortados pela seqüestradora, falou pouco sobre o período que passou longe dos pais e da irmã. A mãe disse que o momento agora é de dar o máximo de atenção à filha, para ajudá-la a superar o trauma.

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