Polícia
Pol�cia ca�a acusado de matar sem-terra
GILVAN FERREIRA Repórter O delegado Gilson Rêgo reforçou ontem as buscas para tentar chegar ao esconderijo de Heleno, acusado de envolvimento no assassinato do líder do Movimento Sem Terra (MST) Jaelson Melquíades dos Santos, executado com cinco tiros de revólver na cabeça, em novembro do ano passado, no assentamento Timbozinho, em Atalaia. Ele é funcionário do ex-prefeito de Atalaia José Lopes de Albuquerque (PDT), o ?Zé de Pedrinho?. Segundo o delegado Gilson Rêgo, as investigações avançaram e o assassinato de Jaelson Melquíades está praticamente elucidado. O delegado disse à Gazeta que além da prisão do vaqueiro identificado como Heleno que, segundo ele, também trabalhava para o fazendeiro Pedro Batista, já teria pronto o pedido de prisão preventiva de outros suspeitos de envolvimento no assassinato do líder do MST de Atalaia. ?Eu já conversei com o juiz Galdino Amorim e vou apresentar o pedido de prisão preventiva do Heleno e de outros suspeitos de envolvimento no assassinato do Jaelson, só não fiz ontem porque o juiz teve que se deslocar para a comarca de Santana do Ipanema, onde participou de um julgamento?, disse o delegado. ### Policiais militares recebem sem-terra em Atalaia FÁBIA ASSUMPÇÃO GILVAN FERREIRA Repórteres Cerca de cinco mil trabalhadores rurais ligados ao Movimento dos Sem Terra (MST), da Comissão Pastoral da Terra (CPT), do Movimento Terra e Liberdade (MTL) e do Movimento pela Libertação dos Sem Terra (MLST) chegam hoje de manhã a Atalaia, a 53 de quilômetros de Maceió, depois de dois dias de marcha. Eles deixaram ontem, por volta das 7 horas, a sede do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), onde tinham pernoitado. Hoje, eles passarão a noite no Centro Integrado de Apoio à Criança (Ciac) de Chã de Pilar, última parada da marcha. A ida dos integrantes dos quatro movimentos sem-terra a Atalaia tem como objetivo pressionar a Polícia Civil e a Justiça a apontar e punir os responsáveis pelo assassinato do líder do MST, Jaelson Melquíades, morto com cinco tiros, no dia 29 de novembro, na Fazenda Timbozinho. O assassinato de Melquíades foi o quarto crime envolvendo pessoas ligadas aos movimentos sem-terra no município de Atalaia e em nenhum deles os responsáveis foram indiciados e julgados, o que revolta os trabalhadores rurais. ///