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Sargento Medeiros amea�a “abrir o jogo”

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| REGINA CARVALHO Repórter O sargento PM Raimundo Medeiros promete ?abrir o jogo?, quando for interrogado pela Polícia Civil sobre os crimes em que é acusado de envolvimento. Pelo menos essa é a orientação da sua advogada, Mary Any Vieira, que sugeriu ao seu cliente contar o que sabe sobre os assassinatos do pistoleiro Ciço Belém e do líder comunitário e assessor parlamentar Edvaldo Guilherme, o Baré-Cola. ?Não vou deixar meu cliente pagar pelo que não fez. Ele não vai assumir crimes que não cometeu?, diz a advogada. Acusado em crimes de pistolagem e envolvimento em mais de 30 assassinatos, sargento Medeiros teve a prisão decretada pelos juízes do Núcleo de Combate ao Crime Organizado (NCCO) e foi preso pela Polícia Federal (PF) no dia 11 deste mês, depois de uma denúncia anônima. Dentre os crimes em que teve o nome citado estão o assassinato do promotor de Cupira (PE), Rossini Alves; do amante da ex-primeira-dama de Satuba Fátima Pedroza, Carlos André Fernandes Santos; do pistoleiro Ciço Belém e do assessor parlamentar Baré-Cola. Sobre a decisão do Ministério Público (MP) de pedir o indiciamento do sargento Medeiros por envolvimento na morte de Ciço Belém, a advogada diz que seu cliente era amigo da vítima e, por morar na Avenida Fernandes Lima, no Farol, foi ao local do crime no dia do assassinato. ?Eles eram amigos e ele foi ver. Se fosse o assassino, não iria para o lugar onde o Ciço Belém foi morto?, alega Mary Any. De acordo com a advogada, o militar não assume nenhum dos crimes de que é acusado e atribui a sua prisão a inimigos que têm dentro da Polícia Civil. ///

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