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Nº 5731
Polícia

PF investiga deputados em assassinatos

BLEINE OLIVEIRA Repórter Estão sob absoluto sigilo as informações que a Polícia Federal (PF) em Alagoas já obteve sobre o assassinato do fazendeiro Fernando Fidélis, em outubro do ano passado. A PF entrou no caso há dois meses, cumprindo det

Por | Edição do dia 23/04/2006 - Matéria atualizada em 23/04/2006 às 00h00

BLEINE OLIVEIRA Repórter Estão sob absoluto sigilo as informações que a Polícia Federal (PF) em Alagoas já obteve sobre o assassinato do fazendeiro Fernando Fidélis, em outubro do ano passado. A PF entrou no caso há dois meses, cumprindo determinação do Ministério da Justiça, mas até agora o delegado responsável pelo inquérito, Carlos Henrique Cota d’Ângelo, espera que o Ministério Público Estadual solicite diligências relacionadas à principal linha de investigação: o envolvimento de deputados estaduais como mandantes do assassinato de Fidélis. “Temos um inquérito instaurado por ordem do Ministério da Justiça, e prosseguimos com as investigações. Mas é importante que o MP, que é o dono da ação penal, defina e nos apresente os rumos que está seguindo para colaborarmos no esclarecimento do crime”, disse o delegado. O caso, que está completando seis meses, vem sendo investigado pelo MP como queima de arquivo, com a suspeita de que a morte de Fidélis está ligada ao assassinato de Cícero Belém. ### Chefes do crime organizado mandaram matar, afirma MP As mortes de Fernando Fidélis, cuja folha de ações criminosas é extensa, em outubro de 2005, e do pistoleiro Cícero Sales de Belém, o Cícero Belém, apontado como líder de uma quadrilha de roubo de carga e tráfico de drogas, dois dias depois, estão ligadas e podem se transformar na peça que faltava no intrincado quebra-cabeças que o Ministério Público (MP) tenta destrinchar. Nesse esforço para desmontar uma organização criminosa que identificou ao participar da investigação sobre a morte de Fidélis, o MP percorreu caminhos dos quais a Polícia Civil se desviou. BL ### Força-tarefa espera mandado para prender parlamentares Chega a três o número de deputados estaduais alagoanos que estão sob investigação por crimes de pistolagem, roubo de carga e tráfico de drogas. Os nomes constam de depoimentos de vítimas e testemunhas prestados tanto aos juízes do Núcleo de Combate ao Crime Organizado (NCCO), criado pelo Tribunal de Justiça de Alagoas, quanto ao Ministério Público Estadual e à Polícia Federal. O envolvimento desses parlamentares em crimes não é fato novo, mas os indícios de que eles são os chefes de uma estrutura criminosa que há mais de uma década vem atuando no Estado têm se tornado cada vez mais fortes. BL ### Testemunhas-chave apontam chefes e crimes praticados A organização criminosa que matou Fernando Fidélis e Cícero Belém tem sob sua mira algumas testemunhas valiosas para o MP e o Núcleo de Combate ao Crime Organizado. Duas delas, Fernando Fidélis Filho e Dalba Carolina Vieira da Rocha Peixoto já prestaram depoimento à Justiça, e uma terceira, o sargento PM Raimundo Medeiros, está presa na sede da Polícia Federal. Os depoimentos são ricos em detalhes acerca das ações do grupo criminoso, trazendo não apenas nomes dos chefões e de seus subordinados, mas listando crimes praticados e até agora considerados insolúveis ou de autoria desconhecida. A preocupação dos promotores e juízes é que, contando com apoio da estrutura que montaram dentro da Secretaria de Defesa Social, esses chefões tenham acesso aos depoimentos. Isso transformaria as testemunhas em alvo que poderia ser eliminado a qualquer momento. BL ///

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