Polícia
Suspeito de matar esposa ter� novo julgamento
O funcionário da Assembléia Legislativa, Rêmulo Marsiglia Filho, será submetido a novo julgamento popular para responder pelo suposto homicídio praticado contra a esposa, Jaqueline Calheiros, que morreu ao cair da varanda do apartamento do casal, localizado no décimo andar do Edifício Assis Chateubriand, no Prado. A decisão foi tomada ontem pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Por unanimidade de votos, os três desembargadores integrantes do órgão decidiram anular o primeiro julgamento popular, que inocentou Marsiglia de ter empurrado a esposa da sacada do apartamento. O fato ocorreu no dia 21 de fevereiro de 97, por volta da meia-noite, após o casal ter tido uma violenta discussão. Segundo vizinhos que foram testemunhas no inquérito, o funcionário público havia espancado Jaqueline, ameaçando jogá-la da varanda. De acordo com o Ministério Público, por ser um caso complexo, o acusado deve ir novamente a júri popular. A defesa alegou que Marsiglia tentou agarrar a esposa para que ela não pulasse da varanda, mas não conseguiu evitar o suicídio da esposa. Para o desembargador-relator, Humberto Martins, um novo julgamento deve dirimir as dúvidas de homicídio ou suicídio.