Polícia
Alagoas envolvida em desvio de verbas
GILVAN FERREIRA Repórter Aracaju (SE) - A Polícia Federal prendeu ontem 35 pessoas, inclusive oito prefeitos ? um de Alagoas, seis de Sergipe e um da Bahia ? secretários municipais e empresários, envolvidas com uma quadrilha acusada de desviar cerca R$ 5 milhões de recursos federais da saúde e da educação. A quadrilha vinha atuando nos três estados do Nordeste e adotava o mesmo esquema desarticulado pela Operação Guabiru, desenvolvida pela PF e que prendeu 31 pessoas em maio do ano passado, entre elas prefeitos, vice-prefeitos e secretários de 12 municípios alagoanos. Batizada de ?Operação Fox? (que em inglês significa raposa), a ação foi desencadeada simultaneamente em nove municípios de Alagoas, Sergipe e Bahia e contou com 350 policiais federais, 30 auditores fiscais e 12 técnicos da Controladoria Geral da União (CGU). ### Delegado vê elo com os ?sanguessugas? Aracaju (SE) - O superintendente da Polícia Federal de Sergipe, César Nunes, disse ontem que a quadrilha desarticulada durante a Operação Fox apresentava as mesmas características do grupo preso em maio de 2005, durante a Operação Guabiru, desencadeada pela PF em Alagoas e que prendeu 31 pessoas envolvidas em desvio de recursos do Fundef. O superintendente da PF também sugeriu a participação de políticos investigados pela CPI das Sanguessugas (máfia que teria desviado dinheiro da compra de ambulâncias), no esquema desarticulado ontem. GF ### Liberação de presos causa mal-estar Polícia Federal teme que liberação dos acusados prejudique as investigações. Decisão do Tribunal Federal pode ser revista A Operação Fox, que levou seis meses para ser executada, custou cerca de R$ 120 mil aos cofres da Polícia Federal. Os recursos foram utilizados na locação de veículos para o deslocamento dos agentes federais, que foram trazidos dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas e Bahia, pagamento de diárias, combustível e alimentação. GF ### Agentes fazem buscas em distribuidoras | MAIKEL MARQUES Repórter Arapiraca - Dois grupos de 16 agentes da Polícia Federal lotados em Aracaju (SE) e Fortaleza (CE) cumpriram, ontem, com apoio de auditores federais, mandados de busca e apreensão de documentos e material contábil das empresas VFarma e Val Med. Ambas estão situadas em Arapiraca e atuam no ramo de distribuição de produtos fármaco-hospitalares. As empresas são suspeitas de fraude em licitações para órgãos públicos. ### Casas de prefeito também são reviradas | FERNANDO VINÍCIUS Repórter São Brás - Os agentes da Polícia Federal (PF) também apreenderam documentos e computadores da Prefeitura de São Brás durante a manhã de ontem. Reginaldo Matias da Silva (PDT), prefeito do município, foi preso e levado para prestar depoimentos na sede da PF em Aracaju (SE), ponto de partida da chamada Operação Fox. Robério Matias, responsável pelo almoxarifado do hospital José Wanderley Neto, único da rede pública na cidade, também foi levado para depor na capital sergipana. Apesar de Robério Matias ter o mesmo sobrenome do prefeito, eles não são parentes. ///