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Viol�ncia invade escolas de Macei�

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LELO MACENA Repórter O quadro é assustador: agressões e ameaças de morte a professores, traficantes de drogas jurando diretores, e alunos de oito anos espancando e tentando esfaquear ?coleguinhas? de classe. A violência tomou conta do cotidiano das escolas de Maceió. ?Hoje, professor é profissão de risco?, diz a professora Luciene Lima Costa. Ela já dirigiu três das mais problemáticas escolas do Tabuleiro do Martins e conhece de perto o drama dos profissionais de Educação. Sem estrutura para resolver o problema, as escolas pedem socorro para conter a violência que tomou conta dos alunos. O Conselho Tutelar da 7ª Região, que compreende todo o bairro do Tabuleiro do Martins, exceto o Benedito Bentes, registrou um aumento de 50% dos casos de violência nas escolas em 2006, em relação ao ano passado. ### Rebeliões são ?brincadeiras? preferidas de estudantes A proximidade da Escola Dênisson Menezes do Presídio Baldomero Cavalcanti e a dura realidade de ser filho de pais detentos, faz com que os alunos absorvam naturalmente a atmosfera de violência que impera no ambiente onde vivem. ?Na hora do recreio eles brincam de rebelião no presídio e a polícia é sempre inimiga nessas horas?, conta uma professora que não quis se identificar. As crianças também absorvem as ?técnicas? de confecção de objetos cortantes usadas pelos presidiários. ?Eles derretem a caneta, aproveitam enquanto o material plástico está mole para colocar lâminas de barbeador e assim fazer um estilete?, diz o diretor Diógenes Araújo Santos. ### ?Ser professor hoje é uma profissão de muito risco? A professora Luciene Lima Costa conhece bem os problemas não só da Escola Dênisson Menezes, onde foi diretora, como de outras escolas que apresentam índices altos de violência. Ela também dirigiu a Escola Zumbi dos Palmares, considerada uma das mais problemáticas da rede pública de ensino de Maceió. ?Professor hoje é profissão de risco?, diz ela. ### Casos em escola particular são abafados A violência e o tráfico de drogas não são exclusividades das escolas públicas de Maceió. Há muito o comércio de entorpecentes chegou à porta das instituições de ensino de bairros nobres da cidade e a violência também faz parte do cotidiano de crianças e adolescentes de classe média. Só que a maioria dos casos são ?abafados? pelas escolas e pelos pais dos alunos envolvidos. É o que afirma a promotora Alexandra Beurlen, do Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente do Ministério Público. ?Os casos que acontecem dentro das escolas particulares não são passados para a polícia, que não transita dentro destas instituições?, diz a promotora. ///

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