Polícia
M�e diz como foi reencontrar Malu ap�s dias de dor
Fátima Almeida Repórter ?Mamãe, quero você. Pega eu?. A frase simples de uma vozinha infantil, ouvida pelo telefone, parecia querer explodir o coração da arquiteta Aline Nogueira, no início da noite de 10 de outubro. Era a confirmação de que sua filha Maria Luiza Nogueira, a Malu, de 2 anos e dez meses, estava viva. Malu havia sido resgatada de um seqüestro que sensibilizou e mobilizou Alagoas. E a voz dela ao ouvido de Aline despertou-a de um enorme pesadelo, após dez dias de angústia, desespero e muita fé. Nesse período, Aline diz que não dormiu, não saiu de casa, e praticamente não comeu. ### ?Essa situação mudou a minha vida? O drama vivido por Aline e sua família, durante o seqüestro de Malu, mudou sua relação com as pessoas e com a religião. Ela diz que chegou a rezar, e continua rezando para que Deus toque o coração dos criminosos, mas afirma que é impossível perdoá-los. ?É uma dor muito grande! Sinceramente, não dá para perdoar. Mas também não pensamos em vingança?, destaca ela. Aline diz que sempre foi católica, mas não praticante. ?Essa situação mudou muito a minha vida. Hoje eu enxergo a religião de uma outra maneira. Rezei muito e sei que muitas pessoas pelo Brasil inteiro também rezaram por Malu. No final, pude perceber que só Deus resolve tudo. Estava nas mãos dele?, diz ela. FAL ### Mulher de Cow vai para o Santa Luzia | GILVAN FERREIRA Repórter A esposa do seqüestrador José Joaquim Sarmento Lins, ?Cow?, Lucia Ferreira dos Santos, envolvida no seqüestro de Malu, foi transferida ontem da carceragem da Polícia Federal (PF) para o presídio Santa Luzia, no Tabuleiro do Martins, onde vai aguardar o fim do inquérito e do processo na Justiça. Lúcia Ferreira estava na sede da PF desde a última terça-feira, quando foi presa durante a operação policial, no município de Japaratinga, para resgatar Malu. ///