Polícia
Mulheres apanham e ficam caladas
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01/12/2006 às 0h00
| Fernando Vinícius Repórter Arapiraca ? A emprega doméstica Maria José de Farias, 21, tinha no rosto a marca da violência, um hematoma em volta do olho esquerdo, seqüela do soco desferido pelo pintor Maurício da Silva, 18. Mesmo sentindo literalmente na pele a dor provocada pela agressão do ex-marido, a vítima assinou na manhã de ontem um termo de desistência ao invés de formalizar a queixa na Delegacia de Defesa das Mulheres de Arapiraca. A desistência de iniciar o inquérito inviabiliza a aplicação da nova legislação que garante a continuidade do processo, independente de eventuais mudanças de vontade da vítima. ///