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Pr�dios p�blicos viram alvo de bandidos

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Lelo Macena Repórter Os constantes ataques de assaltantes a postos de saúde e escolas públicas de Maceió vêm assustando população e profissionais que trabalham em prédios localizados em vários pontos da cidade. Além dos prejuízos aos cofres públicos, o roubo de equipamentos tem prejudicado principalmente a população, que depende diretamente dos serviços oferecidos pelos governos municipal e estadual. A Guarda Civil Municipal (GCM), responsável por proteger os órgãos públicos de Maceió, diz não ter efetivo para dar conta de tantos prédios. Só da Educação e da Saúde são cerca de 200. Para o diretor-geral da GCM, coronel José Matias Cavalcante, a solução poderia ser a realização de concurso público para suprir a carência do efetivo, que, segundo ele, teria que ser três vezes maior. ### Diretor de escola apela por segurança Os casos de assaltos a prédios públicos se multiplicam pela cidade. No dia 18 de dezembro, assaltantes aproveitaram a ausência de segurança noturna na Escola Parque Professor Antônio Mário Mafra, na Levada, onde estudam crianças de 5 e 6 anos, e promoveram verdadeiro arrastão. Os bandidos não deixaram nada. Até mesmo uma fotografia do prefeito Cícero Almeida, que decorava a sala de professores, foi levada. ### Funcionários temem agressões físicas A presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), Girlene Lázaro, considera gravíssima a situação da segurança nas escolas públicas estaduais e municipais de Alagoas. ?Há cerca de dois anos que essa onda de violência tomou conta de nossas escolas, que por não ter vigilância adequada e guardar equipamentos caros, a exemplo de computadores, tornam-se alvos fáceis para os bandidos?, diz. ?Os trabalhadores das escolas ficam à mercê dessa violência porque os nossos vigilantes não são treinados para usar armas e enfrentar certas situações. Eles próprios acabam sendo vítimas da ação dos bandidos?, diz Girlene. ### Guarda Municipal e PM alegam falta de efetivo O diretor-geral da Guarda Civil Municipal, coronel PM José Matias Cavalcante, afirmou que não tem efetivo para dar conta da segurança de todos os imóveis do município. Segundo ele, o número atual de 620 homens é insuficiente para garantir a vigilância de todos os prédios. ?Para que se tenha uma idéia, só da Saúde e da Educação são 200 prédios, sendo 80 postos de saúde e 120 escolas. Isso sem falar do restante dos órgãos. Para cobrir todos, nós precisaríamos do triplo do efetivo que dispomos hoje?, disse o coronel Matias. ///

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