Polícia
Pres�dios distantes da ressocializa��o
| MARCOS RODRIGUES Repórter As constantes rebeliões, acerto de contas, fugas, tráfico de drotas e denúncias de violência dentro das unidades que integram o Sistema Prisional Alagoano escondem um problema ainda maior: a inadequação do espaço. Soma-se a isso a falta de divisão dos reeducandos pelo perfil psicológico. O resultado é um clima tenso que se espalha por toda a comunidade carcerária, que vive permanentemente em estado de alerta e descumpre sua principal função, definida no Código Penal brasileiro que é a ressocialização. No final do processo, a sociedade continua refém, já que o sistema ?finge? que reeduca e o apenado, que está recuperado. Em média, os custos para mantê-lo preso oscilam entre R$ 1.200 e R$ 1.500 por mês. ### Presídios ainda seguem modelo da Idade Média Para os condenados por crimes de menor potencial ofensivo resta a angústia diante do que é apontado como desrespeito a espaço e convivência. A situação leva alguns detentos a um estado depressivo e até ao suicídio, já que são obrigados a privação da liberdade ao lado de assassinos, estupradores e até psicopatas. A Gazeta recebeu uma carta de um reeducando, que não terá o seu nome revelado, onde ele descreve o ?inferno? que é não conseguir dormir, nem relaxar temendo ser morto numa rebelião ou por alguma discussão fútil. ?A cabeça não pára de pensar na vida lá fora, nos amigos e na família. A falta de perspectiva aqui dentro só nos aproxima cada vez mais do que há de pior?, relatou o jovem. ///