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Vice-prefeito negociava com prefeituras

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Regina Carvalho Repórter Pilar ? Mal tinha amanhecido o dia 19 de janeiro e o vice-prefeito do município do Pilar, Gilberto Pereira Alves, 45, o ?Beto Campanha? passou como de costume na churrascaria Família Gaúcha, onde tomou café da manhã com alguns amigos. Não imaginava que aquela seria sua última refeição. Às 10h do mesmo dia, tombou morto em plena Avenida Durval de Góes Monteiro, no Tabuleiro do Martins, em Maceió, vítima de uma emboscada. A vítima tinha vindo à capital comprar peças para uma retroescavadeira. Ainda atônitos, parentes do vice-prefeito dizem que não estão acompanhando as investigações sobre o caso. Amigos não arriscam ?uma opinião? sobre o que teria causado o crime brutal e moradores da cidade acreditam que o assassinato pode ter relação com as atividades desenvolvidas por Beto, paralelamente com a sua atuação na prefeitura. ### No dia do crime, vítima estava feliz e falava em negócios Pilar ? O primeiro secretário da Câmara Municipal de Pilar, vereador Luís Carlos Omena da Silva (PFL), diz que Pilar como um todo está abalado com o assassinato do vice-prefeito Gilberto Pereira Alves, o ?Beto Campanha?. ?Fica difícil saber o que aconteceu porque ele não tinha inimigos. A gente quer que esse crime seja apurado. Não acredito que ele tenha sido morto por problemas na política. Pelo menos não de Pilar. Aqui não tem briga política. Aqui na Câmara ele não tinha oposição. Acho que quem fez aquilo foi a mando de alguém ou por engano. Ele não se envolvia com política em outros municípios. Só aqui no Pilar?, diz o vereador, que atuou por sete anos como secretário municipal de Educação de Pilar, na gestão do então prefeito Carlos Alberto Canuto. ### Prefeito Marçal descarta crime político O prefeito de Pilar, Marçal Prado (PSDB), informou que pediu empenho nas investigações ao vice-governador José Wanderley (PMDB) e ao ouvidor-geral do Estado Claudionor Araújo. ?Nós cobramos a elucidação do crime. Beto era um companheiro. Estava sempre comigo. Conheço desde que ele era vereador. Poucos dias antes do crime estive com ele visitando obras. Não sei o que aconteceu. Ele tinha laços de amizade em todo canto. Descarto a questão política. Era um trabalhador que começou de baixo e às vezes chorava ao lembrar do passado?, declarou o prefeito, que mesmo com o fato dos moradores da cidade estarem abalados com o crime, não interrompeu os preparativos para a festa da padroeira. ///

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