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Polícia

Popula��o vive com medo, diz pesquisa

| ANAMARIA SANTIAGO Repórter “Tenho medo de sair de casa, só saio para trabalhar e sempre acompanhada por alguém. Não me divirto, só às vezes vou passear com a minha filha e o marido dela, nunca sozinha.” A declaração da viúva do presidente da Associaç

Por | Edição do dia 31/01/2007 - Matéria atualizada em 31/01/2007 às 00h00

| ANAMARIA SANTIAGO Repórter “Tenho medo de sair de casa, só saio para trabalhar e sempre acompanhada por alguém. Não me divirto, só às vezes vou passear com a minha filha e o marido dela, nunca sozinha.” A declaração da viúva do presidente da Associação Pró-Camelô, Sandro Gomes, executado no dia 1º de junho de 2006, com um tiro no rosto, no Centro de Maceió, ilustra o trauma e o medo deixados pela violência. Por duas vezes, Hilda Herculano dos Santos, 42, viveu a situação de ter o esposo assassinado. Há nove anos, ela já estava separada do primeiro marido, mas sofreu com a notícia que ele havia sido morto pelo homem que o assaltou. Com tantos traumas, ela mudou a rotina e vive refém do medo, principalmente porque os assassinos do marido dela continuam impunes. ### Ricos se sentem mais ameaçados O Instituto Fecomércio de Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento (IFEPD) entrevistou 700 pessoas acima de 16 anos nos meses de novembro e dezembro de 2006 e janeiro de 2007. Elas forneceram dados que traçaram um mapa do sentimento de insegurança dos maceioenses. O índice do medo da população foi estudado em diversas situações e o que mais assusta as pessoas é andar a pé no seu próprio bairro, com 83,31 pontos. A maior pontuação do medo nos três meses de pesquisa foi atingida no mês de janeiro e por mulheres de mais de 35 anos. ///

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