Polícia
Fam�lias de PMs t�m vers�es contr�rias
Carla Serqueira Repórter As famílias dos policiais militares envolvidos no tiroteio ocorrido na última sexta-feira, dia 16, no Vergel, apresentam versões diferentes sobre a briga que terminou com duas pessoas mortas e outras duas feridas na véspera do carnaval. Apenas em um ponto há concordância: a confusão, de acordo com os parentes de ambos, teria começado por causa de bebida e mulher. Segundo as testemunhas ouvidas pela delegada do 3° Distrito Policial (DP), Maria Aparecida Araújo, que investiga o caso, era por volta das 22h quando começou um bate-boca entre o sargento Mário Jorge Antunes Ferreira, 40, e o capitão Rogério Aristides Cavalcante, 37, amigos há mais de dez anos. ### Catador estava trabalhando quando morreu Revoltado, Manoel Messias Silvestre de Araújo, 33, irmão do catador de lata Edmilson Silvestre de Araújo, 38, conhecido como Rabicó e morto com uma bala perdida na confusão dos policiais, cobra justiça. ?Meu irmão saiu para trabalhar. Ele nem gostava de carnaval?, diz ele, ao relatar como recebeu a notícia: ?A mulher do Edmilson chegou desesperada pedindo os documentos dele. Ela disse que ele tinha levado um tiro e estava no chão com sangue saindo pela boca?. ### Delegada deve ouvir os 2 feridos hoje Cenário do crime foi rua no Vergel onde ocorria festa carnavalesca; capitão morreu no local Carlos Afonso, irmão do sargento Mário Jorge Antunes Ferreira, diz que a família inteira está abalada com o ocorrido. ?Meu irmão nunca foi de confusão, a ficha dele na polícia é limpa. Foi uma fatalidade o que aconteceu?, conta, ao confirmar a amizade antiga que o sargento tinha com o capitão Rogério Aristides. ?Eles gostavam de brincar juntos nos dias de folga, sem problemas?. ///