Polícia
Pol�cia mant�m inqu�ritos a sete chaves
Bleine Oliveira Repórter Sob o argumento de que a divulgação pode ?atrapalhar? as investigações, delegados da Polícia Civil de Alagoas têm se recusado a fornecer informações sobre os inquéritos que apuram crimes de repercussão. O argumento é falho, pois nem as famílias das vítimas conseguem saber quem e porque seus parentes foram mortos. Na verdade, a recusa é um esforço para esconder as deficiências da polícia para chegar aos criminosos. São vários os assassinatos em Alagoas cujos autores dormem sossegados, graças à impunidade gerada pela inoperância do órgão responsável pelas investigações. ### Homicídios não param de crescer Mesmo num percentual inexpressivo, cerca de 1%, subiu o número de homicídios em Maceió. Dados da Divisão de Estatística e Informática (Deinfo) da Polícia Civil mostram que chegou a 408 o número de assassinatos praticados de 1º de janeiro a 20 de junho deste ano. No mesmo período do ano passado, 404 pessoas foram assassinadas por arma de fogo e/ou arma branca. O número de mulheres assassinadas diminuiu em 2007, de acordo com os dados da Polícia Civil. Do total de vítimas, oito eram mulheres. Esse número chegou a 12 em 2006. ### Mãe testemunha morte do filho sem nada poder fazer Por volta das 19 horas do dia 7 último, a dona-de-casa Neobel Rodrigues Freire, 70, se despediu do filho, que viera visitá-la, com um abraço e um beijo. Ela não imaginava que seria a última vez a vê-lo com vida. Segundos depois de abraçar a mãe, o médico Francisco Rodrigues Freire, 54, foi brutalmente assassinado. Dois homens em uma motocicleta pararam bem junto dele, que estava com o carro estacionado a poucos metros da porta da casa de sua mãe, na Rua Formosa, bairro do Prado, e dispararam vários tiros à queima-roupa. Dona Neobel assistiu a tudo. ### Diretor anuncia mudanças na polícia O diretor-geral da Polícia Civil, delegado Carlos Alberto Reis, aponta a necessidade de reestruturação como uma das causas que explicam a dificuldade que o órgão tem de apontar, com brevidade e maior eficiência, a motivação e os responsáveis por vários crimes. No cumprimento de sua função constitucional, que é investigar e apurar os delitos cometidos no âmbito estadual, a Polícia Civil de Alagoas tem enfrentado, segundo seu dirigente atual, a falta de investimentos. ///