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Delegacias abandonadas: sexo e drogas

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Fernando Vinícius Repórter Teotônio Vilela e Porto Real do Colégio ? Unidos por uma rodovia federal, os municípios de Porto Real do Colégio e Teotônio Vilela têm mais traços comuns, além do fato de estarem situados em território alagoano. O primeiro, mais antigo, cresceu às margens do Rio São Francisco, porto seguro para navegantes. Já o segundo desenvolveu-se graças ao intenso movimento na BR-101. O fluxo constante de pessoas em embarcações ou automóveis gera conseqüências como aumento de ocorrências policiais, embora as delegacias das duas cidades não tenham celas. ### Falta de estrutura trava investigações em delegacias Teotônio Vilela e Porto Real do Colégio ? A precariedade das condições de trabalho da Polícia Civil em Alagoas ? armamento insuficiente, viaturas quebradas, necessidade de mais policiais ?, coloca agentes em delegacias que não têm celas e com telefone fixo que só recebe. A situação acima descrita acontece em Teotônio Vilela. O imóvel, situado ao lado da catedral da cidade, pertence à Igreja Católica e já foi casa paroquial e sede do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. ### Presos não têm dificuldade para fugir Penedo ? Sede de uma delegacia regional responsável por oito municípios, o distrito policial de Penedo teve todo o primeiro andar reformado recentemente. Os serviços deixaram o setor administrativo em ótimas condições e até chegaram ao xadrez, mas as obras pararam, situação que deixou apenas três das sete celas em condições de uso. ?As outras eu fechei na solda?, disse o delegado regional Jorge Barbosa, para evitar novas fugas de detentos. Em duas das quatro celas isoladas, os presos conseguiram escapar por causa da facilidade encontrada para cavar túneis. ### Município vive sem sua única viatura policial São Brás ? O município pequeno, banhado pelas águas do Rio São Francisco, está sem sua única viatura da Polícia Civil. O Santana velho, caindo aos pedaços, aguarda conserto numa borracharia que fica às margens da BR-101, ao lado do acesso a Porto Real do Colégio, cidade vizinha a São Brás. ?Quando há uma ocorrência, ou a gente vai no meu carro ou vai no carro do chefe de expediente?, explicou o agente Valteres Santos, 36, policial civil plantonista, que estava no acanhado espaço onde funciona a delegacia de São Brás, na quinta-feira, 12. ///

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