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Crian�as n�o escapam da viol�ncia no Estado

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As crianças não escaparam da violência em Alagoas. Foram vítimas de crimes bárbaros, com requintes de crueldade. As primas Helen Gonçalves e Midrilene Oliveira, ambas de sete anos, foram estranguladas num canavial, em São Miguel dos Campos, distante 60 quilômetros de Maceió. O duplo homicídio aconteceu em março e três acusados estão presos no Estabelecimento Prisional Baldomero Cavalcanti. Demétrio Sinval, José Carlos e Márcio Anunciação foram presos pelo delegado regional Antônio Carlos de Azevedo Lessa e, apesar das evidências levantadas pela polícia, negam qualquer envolvimento com o ocorrido. Outra criança de sete anos foi barbaramente assassinada em Maceió. Mayara Grasiele Lima Severo foi encontrada morta por asfixia dentro de um saco na Praia do Sobral. Ela foi seqüestrada no bairro de Ponta Grossa e assassinada. O pai da menina, o policial civil Milton Severo, está sendo acusado do crime, que ocorreu em maio, e já está preso no Baldomero Cavalcanti. A mãe de Mayara, Vânia Romano, garante que o ex-amante matou a filha para não pagar a pensão. Sem defesa Até mesmo bebês foram alvo da selvageria que marcou os primeiros meses de 2002. Karina Maria, de um ano, foi espancada até a morte pela própria mãe, Marinalva Conceição, que confessou o crime, ocorrido em março, no município de Palmeira dos Índios, distante 140 quilômetros de Maceió. A acusada está presa e respondendo a processo na Justiça local. Ela afirmou que a criança foi espancada porque estava chorando demais. Integrantes da polícia também sofreram com a violência. O tenente PM José André Nascimento, 28, foi morto a tiros ao reagir a assalto a ônibus, em Olivença, distante 194 quilômetros de Maceió, no alto sertão do Estado. Três irmãos foram presos e apontados como suspeitos do crime, que revoltou a corporação. O policial civil Sandoval Souto, 46, foi executado a tiros de revólver por um dono de oficina mecânica no Poço. Andresson Felipe, 22, que estava com ele, acabou baleado e morreu na Unidade de Emergência Armando Lages. Os crimes ocorreram no início do mês de maio passado. A professora Gildete Lima Alves, 40, foi morta a tiros por assaltantes num ponto de ônibus no Loteamento Village Campestre, no Tabuleiro do Martins. Os marginais fugiram do local levando um cheque que a vítima tinha recebido como pagamento do mês de trabalho no Colégio Mundo Fantástico. Um suspeito foi preso e outro encontrado morto num canavial do bairro.

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