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Menino de 11 anos � morto a pauladas

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Paula Felix Especial para a Gazeta Um bilhete com letra infantil, desenhos e conteúdo ameaçadores deixado na casa de Leandro Oliveira da Silva é a única pista que a polícia tem para tentar elucidar o crime brutal que aconteceu ontem, nas imediações do Aeroclube, no Tabuleiro do Martins. O garoto de 11 anos foi assassinado a pauladas, desferidas principalmente na cabeça, por volta das 7h30. Neste horário, Manoel Messias de Oliveira, pai do garoto, voltava do trabalho, no Porto de Maceió, mas demorou um pouco mais a chegar em casa, porque havia ido se encontrar com a esposa, madrasta de Leandro, que levara o filho do casal ao médico. ### Garotos ameaçados deixam Maceió O pai de Leandro Oliveira da Silva, Manoel Messias de Oliveira, recorda que há alguns dias, colocaram um bilhete ameaçador na mochila do filho, mas não deu importância ao conteúdo das duas linhas e o rasgou. Na última segunda-feira, algo mais elaborado foi deixado na casa dele, uma carta cheia de ameaças e xingamentos, com desenhos de caveiras, assinada por ?vingador? e ?exterminador?. Além das juras de morte a Leandro e sua família, havia acusações de que ele teria denunciado atitudes ilícitas das pessoas que escreveram o bilhete. Estava escrito ainda: ?sou de menor?, ?por causa de você meu padrasto vai me botar pra fora de casa?, ?fumo sim, e daí??, ?descobri sua casa, agora só falta a dos outros dois?, em referência aos outros garotos citados, Rafael e Hugo, que o delegado responsável pelo caso, Roberto Lisboa, procurou ainda na manhã de ontem, a fim de avisar às famílias deles o ocorrido e obter mais informações. ### Tráfico domina escolas da periferia | Clarissa Veiga Réporter O consumo e tráfico de drogas, apontados como causas da morte do estudante Leandro Oliveira da Silva, de apenas 11 anos, vem aterrorizando a vida de outras milhares de famílias em toda Maceió. De acordo com informações do Conselho Tutelar da 7ª Região da capital, as drogas são responsáveis pela maior parte das mortes de meninos entre 16 e 18 anos residentes na periferia da cidade. Nas escolas públicas, o clima é de medo até entre professores que, na maior parte do tempo, são obrigados a conviver com o tráfico em sala de aula. O presidente do conselho, Edson Correia de Sousa, afirma que as drogas sempre foram motivo de preocupação dos órgãos protetores dos direitos da criança e do adolescente, mas revela que 2007 foi um ano de crescimento recorde no número de jovens aliciados pelo tráfico. ///

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