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Fam�lia e amigos de sargento v�o depor

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| Lelo Macena Repórter O delegado do 1º Distrito Polcial, Manoel Wanderley, começa amanhã a tomar os depoimentos de familiares e amigos da sargento PM Iara Laura Monteiro, morta a tiros, na noite da última quarta-feira, no bairro da Levada. Segundo o delegado, que estaria de plantão até a manhã de hoje, seis pessoas estão com depoimento marcado para a manhã desta quarta-feira, no 1º DP. ?Vamos ouvir também testemunhas que presenciaram o crime?, disse Manoel Wanderley. Segundo ele, as investigações estão apenas começando e seria muito cedo para fazer qualquer tipo de afirmação. ### CARTA AOS ALAGOANOS A crise da segurança pública em Alagoas amplia-se dia-a-dia e já chegou a um estado de emergência que exige uma intervenção federal. Hoje, nossa amada Iara é a manchete do dia. Ontem foram e amanhã serão outras as vítimas e as manchetes. Percebemos perplexos, em meio a tanta dor por uma perda tão funda que nenhuma palavra descreve ou consola a forma degradante e desrespeitosa como a notícia de sua morte foi tratada. O desrespeito ao ser humano na exposição chocante das fotos de seu corpo, as especulações difamantes sobre os motivos dos criminosos, quase a justificar a pena de morte sumária ao qual foi submetida. A família vem a público repudiar as distorções veiculadas na mídia e exige respeito à sua dor. A Iara Laura da família é uma filha amorosa e dedicada, uma irmã companheira, uma tia amantíssima, querida por primos, tias e tios. É a Iara admirada pelos amigos, a poetisa, a pessoa fiel e ética. A sargenta Iara é a profissional competente, com uma ficha limpa, que nunca deu um tiro em todos os mais de vinte anos de corporação, muito bem quista no ambiente de trabalho e que concluiu um curso ? no dia de sua morte ? com bom desempenho, sendo destacada de forma positiva por colegas e seus superiores. Foi fiel aos seus princípios, não havia mudado de lado, e tinha plena consciência da gravidade de sua responsabilidade como policial. A exploração macabra e preconceituosa de sua vida pessoal torna-se mais dolorosa porque distorce e macula sua imagem, pois Iara era uma pessoa feita de puro amor, que se doava, que acreditava nas pessoas, não se protegia dos sentimentos, dava muito mais do que recebia e tinha a coragem de se arriscar para salvar a outro. Sim, Iara morreu em combate! Combatia pelo amor, pela confiança em dar uma segunda chance a quem estava perdido. Foi abatida neste combate pelo ódio e a traição, e não teve nenhuma chance de defesa. Em meio à nossa dor, juntamos nossa voz às outras famílias vítimas da violência e à sociedade em geral: queremos justiça e paz! E a justiça só se faz dentro da lei. O crime organizado precisa ser combatido com o respeito à lei, aos direitos humanos, e sobretudo, com o fim da impunidade! Pedimos respeito, pois precisamos orar por nossa Iara, que estará na luz e na paz, com certeza! E como cidadãos e cidadãs alagoanos exigimos que as autoridades cumpram o seu dever, para que outras famílias não venham a passar por esta dolorosa e irreparável perda. Maceió, 18 de janeiro de 2008. Família Silveira Monteiro

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