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Lojas de bairro est�o na mira de ladr�es

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Um pequeno negócio no bairro onde mora; um mercadinho, uma padaria, uma locadora... Por algum tempo essa possibilidade transformou-se em alternativa promissora para muitas famílias que decidiram sair das estatísticas de desemprego e investir na geração de sua própria renda. Para muitos, deu certo. O ramo dos mercadinhos nos bairros cresceu bastante nos últimos anos. Mas a violência urbana também aumentou em toda Maceió e esses estabelecimentos acabaram virando alvo preferencial dos bandidos. Assustados, esses pequenos empresários estão adotando medidas radicais: trabalhar atrás de grades, contratar segurança informal ou fechar o negócio têm sido decisões cada vez mais frequentes na periferia da cidade. ### ?Pago para ser roubado menos? O fato é que a ação dos bandidos nos bairros de Maceió, está gerando uma situação avessa ao que é convencional. Com os bandidos soltos, os comerciantes é que estão se colocando, literalmente, atrás das grades. Há cinco meses Dário César Tavares fechou com grade e cadeado a sua mercearia, no Conjunto Virgem dos Pobres. Nunca foi assaltado, mas preferiu prevenir do que remediar. ?Esta é uma região muito perigosa. Acontece muito assalto por aqui. Prefiro atender o cliente entre as grades. Quando é conhecido, até abro para ele entrar. Mas não dá para fazer isso com todo mundo?, diz ele. Quase vizinha, uma quadra adiante, Simone Oliveira adotou a mesma providência há muito mais tempo. ### Estabelecimentos fecham após assaltos Situação parecida relatam os comerciantes ?Marcelo? e ?Tadeu? (os nomes verdadeiros serão preservados a pedido). O mercadinho da família, no Feitosa, recebeu como clientes três chineses que encheram o carrinho de compras, pagaram com uma nota de cem dólares guianos e pediram troco de R$ 50,00, alegando que, pelo valor cambial, estavam dando mais de 200 reais. ?Só que a nota apresentada por eles só vale na Guiana Francesa. Quando alegamos isso, eles nos obrigaram a receber, ameaçando com uma arma, exigiram troco e ainda levaram uns pacotes de cigarros e outro de refrigerantes?, relatam os comerciantes, que até hoje guardam a nota consigo. ### Comerciante desiste de prestar queixa Moradores e comerciantes da comunidade das Piabas, no Jacintinho, já se mobilizaram, pediram ajuda à polícia e até consertaram uma viatura para garantir rondas mais assíduas. Não surtiu o efeito desejado. Um mercadinho que fica na mesma rua lateral da Delegacia de Roubos e Furtos já foi assaltado cerca de 12 vezes. ?Ninguém é preso. Uma só pessoa já assaltou oito vezes aqui e continua solto?, diz o comerciante R. F. Desenganado, ele deixou de prestar queixa e contratou um segurança. ?Na delegacia somos mal recebidos. O pessoal fala com você, como se fosse o próprio bandido, e não a vítima?, lamenta ele. ### PM investe em trabalho de inteligência Major Luna, comandante do Copom, reconhece que ações ainda são insuficientes O comandante do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), major Luna, concorda que a situação é grave, mas diz que as ações de inteligência implementadas como subsídio ao trabalho ostensivo da corporação têm apresentado algumas vitórias no combate ao tráfico de drogas que, na sua avaliação, é a raiz mestra de sustentação da criminalidade. Ele cita a Operação Estrela Radiosa, que tem atuado nos corredores de maior circulação. ///

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