Polícia
Cavalcante dep�e e volta a acusar Beltr�o
O ex-tenente-coronel PM Manoel Francisco Cavalcante voltou a Maceió, ontem, para depor, como testemunha no processo sobre a morte do bancário Dimas Holanda, crime ocorrido em abril de 1997. Por mais de quatro horas ele, que cumpre pena no presídio de segurança máxima de Catanduvas (PR), relatou aos juízes da 17ª Vara o que sabe sobre o caso, voltando a apontar o deputado estadual João Beltrão como mandante do assassinato. Denunciado pelo Ministério Público Estadual em outubro do ano passado, Beltrão pode ir a júri popular pelo crime. O MP denunciou ainda Eufrásio Tenório Dantas, o ?Cutita?, Daniel Luiz da Silva Sobrinho, Paulo Nei, Valdomiro dos Santos e um outro acusado identificado apenas como Paulo, como executores. Dimas Holanda foi assassinado com 15 tiros de pistola, em frente a um mercadinho, no Conjunto Santo Eduardo, no bairro da Jatiúca. ### Ex-oficial toma remédio controlado Nenhuma regalia, o severo controle de agentes penitenciários federais, altamente treinados, e o monitoramento ininterrupto de câmeras de TV, marcam os dias do ex-tenente-coronel PM Manoel Francisco Cavalcante, no presídio federal de Catanduvas, no interior do Paraná. Visivelmente mais magro, sem o vasto bigode que ostentava antes de ser preso como chefe de uma quadrilha com participação de militares, a gangue fardada, o ex-oficial agora fala baixo, pede por favor e trata a todos de ?senhor?. ?O presídio federal tem regras definidas, baseadas em segurança, disciplina e isolamento. E valem para qualquer preso encaminhado pela Justiça?, disse o agente penitenciário federal Carlos Pires, chefe do presídio de Catanduvas. Junto com outros três agentes e um delegado da Polícia Federal, a serviço do Departamento Penitenciário do Ministério da Justiça, ele fez a escolta de Cavalcante a Maceió, ontem, quando o ex-militar veio depor sobre o assassinato do bancário Dimas Holanda. ///