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'� uma dor muito grande'

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Maribondo - Em clima de comoção, o corpo do soldado da Polícia Militar (PM) Valdir Pereira de Almeida, 22 anos, foi sepultado, na tarde de ontem, por volta das 16h30, no cemitério da cidade de Maribondo. O militar, que era lotado no Batalhão de Policiamento de Radiopatrulha (BPRP), foi morto quinta-feira passada com um tiro na cabeça, após ter abordado sozinho um carro suspeito ? um Celta de cor prata e placa MUX 6942 ? com, supostamente, três homens dentro. O militar foi baleado nas imediações da Praça Sinimbu, no Centro de Maceió, por volta das 13 horas. Apesar de ter sido socorrido e levado para a Unidade de Emergência Armando Lages, não resistiu à gravidade dos ferimentos e faleceu logo após ter dado entrada no hospital. ### Morte deixa colegas de farda indignados A morte do soldado da PM Valdir Pereira de Almeida causou indignação na sociedade e entre os colegas de farda. De acordo com o presidente interino da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar, soldado José Soares, a morte do policial retrata a falta de estrutura e de preparos da PM. ?Vivemos uma situação caótica. Faltam viaturas, armas e os coletes não são bons. A gente trabalha à mercê da sorte. Não temos condições de trabalho. O comando tenta fazer a parte dele, mas o governo não ajuda?, disse o militar. Segundo ele, os policiais não estão devidamente qualificados para trabalhar nas ruas. ?Os PMs precisam ser melhor capacitados. Os policiais estão nas ruas despreparados. Faltam cursos de capacitação?, revelou ele, lembrando que o efetivo da PM é de oito mil homens, quando deveria ser de 16 mil. ### Mãe de soldado temia risco da profissão A busca por novas oportunidades e a descoberta de um mundo novo fizeram com que o jovem Valdir Pereira de Almeida deixasse, aos 16 anos, a pacata cidade de Maribondo, localizada na Zona da Mata alagoana, para dar continuidade aos estudos em Maceió. Após concluir o ensino médio na capital do Estado, Valdir conseguiu ingressar na faculdade de Engenharia de Produção, em uma faculdade particular de Maceió, onde estava cursando, hoje, o sétimo período. /// Em Maribondo, onde PM nasceu e foi sepultado, dor de parentes e amigos marcou despedida. Foto: Luiz Cunha

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