Polícia
Superopera��o na retirada de invasores
Em clima de muita tensão, as famílias que invadiram o Residencial Aldeota ? formado pelos conjuntos Iracema e Janaína ? deixaram os apartamentos invadidos desde o dia 16 de julho. Após 33 dias de ocupação, eles resolveram acatar a decisão judicial que determinou a reintegração de posse dos 480 apartamentos que fazem parte do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) da Caixa Econômica Federal. Mais de 400 policiais militares do Bope, Cavalaria e do Batalhão Escolar foram acionados para efetuar o cumprimento da determinação do juiz federal Gustavo Moulin. ?Estivemos, no fim de semana, em cada apartamento tentando convencer as famílias a deixarem os imóveis. Mas, eles se recusaram a sair dos imóveis. Foi um processo longo para que a desocupação ocorresse sem que fosse necessário o uso da força. Mas, a gente só pode afirmar que o mandado foi cumprido quando todos tiverem sido retirados?, frisou o capitão Alessandro Paranhos do Centro de Gerenciamento de Crises, dizendo que se a força policial fosse necessária, ela seria dentro dos limites legais. ### Teve até ameaça de suicídio e desmaios Após terem aceitado desocupar a área, os invasores foram orientados a seguir para os apartamentos que estavam morando para arrumar os pertences e, em logo depois, deixar os imóveis. Para quem não tinha carro próprio, o governo do Estado cedeu caminhões para o transporte da mobília. Durante toda a desocupação, ambulâncias do Corpo de Bombeiro e da PM estiveram no local para garantir qualquer imprevisto. ### Estado anuncia construção de casas Temendo um possível confronto, muitos invasores do PAR se protegiam da PM, além de alguns terem retirado os veículos, que estavam estacionados nas ruas do conjunto, da mira do pelotão. A Cavalaria da PM também participou da ação. Durante a entrada dos PMs no Iracema, houve corre-corre, choros e muita tensão. A polícia seguiu em direção ao terceiro andar do bloco 15 onde o soldado Andrade estaria ameaçando se matar. Indignados, eles reclamavam dos policiais. ?Ele (Andrade) disse que não tem para onde ir. Morava na favela do Cruzeiro, no Tabuleiro, e disse que só sairia daqui dentro de um caixão. Ele é policial militar e estava muito nervoso. Não quis escutar nem a mulher e nem a filha. Ele tem 17 anos de polícia. É um pai de família?, disse, emocionado, um outro invasor que pediu para não ter o nome revelado e que estava com o rosto coberto. ///