Fiscalização
Vereadores denunciam perseguição do município ambulantes das praias
Situação dos vendedores e regulamentação do comércio na orla de Maceió foram discutidas ontem na sessão da Câmara
A gestão do prefeito de Maceió, JHC (PL), voltou a ser alvo ontem de críticas por parte de vereadores da sua própria base de apoio. Dessa vez, eles denunciaram uma suposta perseguição a centenas de vendedores ambulantes nas praias da cidade.
A cobrança foi feita após uma série de abordagens por fiscais municipais, que alegaram a proibição de comércio com carrinhos e a presença de ambulantes nas faixas de areia. Para os vereadores, a medida não só é injusta, mas também carece de transparência e explicações por parte da Secretaria Municipal de Segurança Cidadã.
O primeiro a se manifestar sobre o caso no plenário da Câmara foi o vereador David Empregos (UB). Ele relatou ter se reunido com ambulantes das praias Ponta Verde e Pajuçara, que estavam preocupados com a proibição imposta pelos fiscais, que indicavam a retirada de seus carrinhos de vendas e apreensão de mercadorias. A situação gerou um clima de revolta entre os trabalhadores, que chegaram a ameaçar realizar um protesto em frente à Prefeitura de Maceió.
David Empregos disse ter procurado, sem sucesso, a Secretaria Municipal de Segurança Cidadã para obter mais informações sobre a situação. A situação só foi esclarecida quando David divulgou o caso em suas redes sociais, o que gerou repercussão e fez com que a Prefeitura recuasse. O próprio secretário Eduardo Marinho desmentiu a versão dos fiscais, alegando que a proibição seria uma “fake news”. Mesmo assim, a situação continua gerando desconfiança entre os vendedores.
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A vereadora Silvânia Barbosa (Solidariedade) destacou que a proibição inicial estava relacionada à venda de bebidas alcoólicas destiladas em garrafas de vidro. Porém, de acordo com os ambulantes, o Serviço de Vigilância Sanitária também teria proibido o comércio de bebidas alcoólicas em vasilhas plásticas, complicando ainda mais a situação dos trabalhadores.
O líder do PL na Câmara, vereador Leonardo Dias, tentou defender a Prefeitura, afirmando que a orla da cidade está há anos desordenada. Para ele, a fiscalização e regulamentação dessa atividade são necessárias para evitar o caos na área.