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Sem-terra � executado a tiros ao voltar da feira em Murici

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Sucursal União dos Palmares ? O trabalhador rural Manoel Teixeira Silva, 43, do acampamento Bolo, vinculado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Murici, foi executado com oito tiros de revólver, no centro daquela cidade, no último domingo. Ele voltava da feira livre quando foi emboscado por dois homens, que fugiram a pé. O filho da vítima, José Carlos da Silva, 23, acusa dois agricultores do Assentamento Pacas, conhecidos por ?Dão? e ?Cal?, de terem cometido o crime. José Carlos descarta a possibilidade de seu pai ter sido executado por questões ligadas à reforma agrária. Segundo ele, Teixeira teve um desentendimento com os dois acusados há cerca de um ano, durante uma partida de futebol. Há 15 dias, Teixeira escapou com vida de uma emboscada, segundo José Carlos, promovida por Dão e Cal. Na semana passada, Teixeira foi fotografado pela reportagem da Sucursal União dos Palmares durante um pedágio promovido pelo MST, na BR-104. Com um dos braços na tipóia, por causa do ferimento, ele pedia ajuda aos motoristas para comprar medicamentos. Indagado sobre o que tinha lhe acontecido, revelou que sofrera um atentado e limitou-se a dizer que sabia de onde partiram os tiros. Garantias O filho da vítima exige que a polícia prenda os acusados. ?O Dão e o Cal são conhecidos na região como arruaceiros e ninguém faz nada. A ficha criminal desses dois é extensa?, disse José Carlos, que teme ser assassinado. ?Quero garantias?, desabafa. O corpo do sem-terra foi velado no acampamento do MST e sepultado no fim da tarde de ontem no cemitério municipal, sob clima de revolta. ?Mataram meu pai por motivo banal?, finalizou o filho.

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