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Adiado julgamento do ex-tenente Cavalcante

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Previsto inicialmente para o próxima terça-feira, o julgamento do ex-tenente-coronel Manoel Cavalcante, acusado de ser o mandante do assassinato do delegado Ricardo Lessa ? irmão do governador Ronaldo Lessa ? foi adiado para o próximo mês, em data ainda a ser definida. O motivo do adiamento foi o pedido de novas diligências por parte dos advogados de defesa. Além de novas diligências, a defesa de Cavalcante, por exemplo, solicitou à Justiça o relatório final da CPI do Crime Organizado e do Narcotráfico, além de informações sobre um processo que apurou um crime que teria sido praticado por um ex-prefeito do município pernambucano de Águas Belas. Diante desses pedidos, que também incluem diligências por parte da Polícia Civil de Alagoas, o juiz da 3a Vara Especial Criminal, Paulo Nunes, resolveu adiar o julgamento, que está sendo esperado com muita expectativa, já que o crime que vitimou o delegado Ricardo Lessa e seu motorista, Antenor Carlota, alcançou repercussão nacional. Sorteio Segundo o magistrado, que já realizou no início deste mês o sorteio dos 21 jurados que participarão do júri popular, já foram encaminhados ofícios à Câmara dos Deputados solicitando o envio do relatório final da CPI do Crime Organizado e do Narcotráfico. Em Alagoas, a comissão parlamentar de inquérito ouviu várias pessoas, dentre elas, o próprio Cavalcante. Estratégia Como estratégia, os advogados de defesa solicitaram que as testemunhas ? de defesa e acusação ? fossem ouvidas em plenário. Com isso, o julgamento deverá ser um dos mais demorados dos últimos anos, podendo durar mais de um dia. Junto com Cavalcante, foram pronunciados também os ex-militares José Luiz da Silva Filho, José Carlos de Oliveira, Edgar Romero de Morais Barros, Aderildo Mariz Ferreira, Valdomiro dos Santos, além dos ex-cabos Cícero Felizardo dos Santos e Everaldo Pereira dos Santos, que estão foragidos. Outro acusado de participação no crime, Valmir dos Santos, já é falecido. Até agora, nenhum dos acusados confessaram o crime e nem apontaram Cavalcante como sendo o mandante. Peritos de São Paulo chegaram a recolher pêlos existentes num boné deixado no veículo Gol, mas o exame não foi concluído porque alguns acusados se negaram em ceder amostras de cabelo.

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