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Justi�a condena acusados de homic�dio

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Os momentos de terror vividos na madrugada de 11 de setembro de 2004, na pista de dança da boate Arena, em Jaraguá, voltaram à tona ontem, durante o julgamento de dois acusados pelo tiroteio que abalou o Estado. Os mineiros Josinei César da Silva e Ronaldo de Souza foram condenados a 90 e a 108 anos de reclusão, respectivamente. Eles sentaram no banco dos réus, no 1º Tribunal do Júri, para responder pelo assassinato do estudante Pedro Manoel Oliveira Simões de Melo, 19 anos, e por cinco tentativas de homicídio. Em meio à fumaça de gelo seco e luzes coloridas, os disparos mataram Pedro e feriram mais cinco jovens que dançavam na boate: Márcia Gonçalves Franco de Oliveira, Márcio Gusmão, Saulo Emanoel Toledo, José Hércules de Aráujo Melo e Jaqueline Vitorino. A batida da música eletrônica foi atravessada pelos estampidos secos das armas e pela gritaria que veio depois. ### Família acompanhou julgamento O comerciante Reinaldo Milita, irmão mais velho do estudante Pedro Manoel Oliveira Simões de Melo, que foi assassinado na boate, desmente Josinei César da Silva. ?É tudo mentira dele, testemunhas e um segurança da boate nos disseram que ele entrou atirando?. Segundo Milita, a família e os amigos esperavam a condenação máxima para os acusados. ?Eles destruíram uma família pacata, religiosa. Os caras chegam numa boate, dão ?mil? tiros, já tinham participado do assalto ao penhor da Caixa, chegam no julgamento e ainda ficam rindo??, questiona o irmão de Pedro. Como sequer constituíram advogados para o caso, os réus foram representados pelo defensor público Ryldson Martins. ?Não está provado quem estava com a arma que disparou os tiros que provocaram a morte e atingiram os cinco feridos?, afirma Ryldson. ///

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