Polícia
Grupo Gay pede sa�da de delegado por agress�o
O Grupo Gay de Alagoas quer que o secretário de Defesa Social tome uma posição em relação ao comportamento do delegado de Porto Calvo, Eraldo Brasil, acusado de tratar os homossexuais de maneira preconceituosa, inclusive de ter agredido verbalmente o professor de primeiro grau Otone Luiz da Silva, gay assumido. Eles querem garantias de vida, em função dos problemas ocorridos e pedem que o secretário transfira o delegado para outro município. ?Nós nos sentimos ameaçados. Como é que podemos procurar um delegado que nos trata dessa maneira; que age de forma grosseira e preconceituosa e que ainda ameaça??, indaga o presidente da Associação dos Gays e Lésbicas de Porto Calvo, Cícero Leandro da Silva, conhecido como ?Stéfane?. Eles concederam entrevista ontem à tarde, na sede do Grupo Gay, onde reafirmaram as agressões sofridas por Otone no dia 24 e disseram que há outros casos, como um menor que foi espancado, a denúncia foi levada ao delegado e nunca foi investigada. ?Os agressores são conhecidos, mas continuam impunes?, diz Stéfane. Segundo eles, o comportamento do delegado é sempre esse em relação aos homossexuais. Otone afirma ter sido agredido ao comparecer à delegacia para depor após uma discussão com uma vizinha que, segundo ele, vivia lhe passando trotes. Pensando tratar-se de uma conversa conciliatória, ele compareceu sem advogados, mas já entrou sendo agredido verbalmente com termos como ?negrinho? e ?viadinho safado?, levou um soco no peito, do escrivão José Clécio, e ouviu do delegado agressões do tipo ?viado é raça que não presta?. Otone diz que foi colocado ?de castigo?, sentado no chão, atrás da porta por meia hora e que o delegado pegou seu endereço e ameaçou mandar surrá-lo se falasse alguma coisa.