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Policial civil � apontado como suspeito de execu��o sum�ria

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Cacilda Maria Monteiro dos Santos, 52, viúva do catador de latinha e ferro velho, Cizino Bispo dos Santos, 58, executado a tiros e abandonado no cemitério clandestino na área de Marechal Deodoro com outros cadáveres, denunciou, ontem, que um policial civil residente no Feitosa é para ela o suspeito número um. ?No dia 13, pela manhã, meu marido teve uma discussão com este policial que é temido no bairro por ter fama de violento. Ele disse a Cizino que faria uma viagem com ele sem volta. No dia 14, Cizino saiu para o trabalho e foi encontrado assassinado no cemitério clandestino em Marechal?, denuncia Cacilda Maria. A doméstica explica que o nome do policial civil será revelado à cúpula da Secretaria de Defesa Social no momento certo. E que pelo fato de apontar um policial corre sério risco de vida. ?Sei que a partir de agora não terei mais paz com a minha família, porque o policial a quem me refiro vai me fazer ameaças. No entanto, acredito no sistema de segurança do Estado. E se acontecer alguma coisa comigo, a secretaria já sabe de onde partiu. Mesmo porque este policial domina áreas do bairro do Reginaldo, onde tem poder sobre grupos organizados?, ressalta Cacilda Maria. Maria Cacilda, que esteve na Secretaria de Defesa Social, disse que vai fazer a denúncia à Ordem dos Advogados do Brasil (secção-Alagoas), Ministério Público e ao governo do Estado. ?Meu marido era um trabalhador e foi morto como um animal. Isto não pode ficar assim?, desabafa Cacilda Maria. Secretário só falará sobre grupo de extermínio após apuração ?Só falo a respeito da possibilidade da ação de grupos de extermínio em Alagoas após as investigações sobre o cemitério clandestino, localizado na região de Marechal Deodoro. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi quem levantou a questão. A Secretaria trabalha para efetivamente identificar as pessoas executadas e levantar os nomes dos responsáveis?, explica o secretário de Defesa Social, Antônio Arecippo, que acompanha todo o trabalho e garante que a Secretaria não admite violência. O advogado Areias Bulhões, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (secção-Alagoas), em entrevista e pela forma como as pessoas foram assassinadas admitiu que grupos de extermínio podem estar envolvidos no caso. Areias Bulhões nomeou o advogado Pedro Montenegro, presidente da Associação dos Direitos Humanos, para acompanhar todo o desenrolar do processo aberto pela Secretaria de Defesa Social. Ontem, o delegado Carlos Alberto Fernandes dos Reis, diretor do Departamento de Polícia do Interior (Depin), assumiu o comando das investigações. Ele vai contar com o apoio do delegado Tarcísio Vitorino, da cidade de Marechal Deodoro. O delegado não tem prazo definido para concluir o inquérito por se tratar de um caso de grande dimensão. Mas a Secretaria afirma que o processo terá prioridade em sua conclusão a fim de que o caso seja efetivamente esclarecido à sociedade alagoana.

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