Polícia
Delegacias regionais ser�o reformadas
Quase dois anos depois das críticas quanto à situação precária das delegacias, a Secretaria de Defesa Social anuncia um cronograma de reformas. Sem mexer nas estrutura, o trabalho pretende melhorar a aparência e ?maquiar? os grandes problemas. Ao todo, a direção geral da Polícia Civil conta, inicialmente, com R$ 150 mil para os trabalhos. Como dinheiro é pouco, a meta é priorizar nesta etapa as delegacias regionais. Cada uma contará com R$ 15 mil para os trabalhos. O dinheiro é resultado de um esforço da coordenadora do setor de Administração e Finanças da Polícia Civil, delegada Fabiana Leão. Com pouco mais de um ano no cargo, ela conseguiu economizar recursos destinados a verba de custeio da Polícia Civil. ### Regional de Viçosa sai na frente Na prática, o trabalho nas delegacias já vem sendo feito de forma silenciosa. A primeira regional a contar com os recursos foi a de Viçosa. O prédio recebeu reparos hidráulicos, de alvenaria e no teto. As celas também receberão uma atenção para garantir mais de segurança. O 9º distrito, assim como o 1º e o 3º DP, são delegacias que já sofreram com fugas. Por isso podem ser contemplados em outro momento. No 2º DP, na Jatiúca, na semana passada, um grupo de presos tentou escapar cavando a parede. ### Umidade ajuda fuga de presos Procurado pela Gazeta, o presidente da Associação dos Delegados de Alagoas (Adepol), Antônio Carlos Lessa, confirmou que a umidade fragiliza as paredes, transformando os prédios em ruínas. ?Em geral, as fugas, quando não são por túneis, é por escavações nas paredes feitas por algum objeto contundente?, explicou. Com a experiência de 21 anos de Polícia Civil, ele lembra que a maioria dos prédios das delegacias são antigos que foram sendo adaptados. Lessa também reconheceu que os investimentos não mudarão a situação. Por outro lado, são um alento parcial para o atual quadro. ?Por isso é motivo de satisfação essa iniciativa?, comemora. Mesmo reconhecendo a importância do que está sendo feito, o delegado lembra que além da situação física, a superlotação continua um problema. ///