Polícia
Juiz dep�e sobre morte de advogado
O juiz Marcelo Tadeu Lemos prestou depoimento ontem à tarde pela investigação sobre a morte do advogado mineiro Nudson Haley Maré de Freitas, que, segundo hipótese levantada pela promotora Marluce Falcão, teria sido assassinado a tiros por engano. O crime ocorreu uma semana atrás na Avenida João Davino, em Mangabeiras. Na companhia do delegado Paulo Cerqueira, que investiga o caso, o magistrado viu as imagens do circuito interno do hotel em que o advogado estava hospedado. Ele também forneceu à polícia a descrição do trajeto que percorreu até passar pelo telefone público utilizado pelo advogado no exato instante em que ocorreu o crime. Segundo o delegado, está descartado o envolvimento de Wendel Guarnieri [testemunha da propina que teria sido paga a um delegado e a um agente para liberar um traficante Gil Bolinha] no crime do advogado. ?A compleição física dos assassinos, descrita por testemunhas, é bem diferente da de Wendel?, justifica o delegado. ### Cúpula da PC ?lisonjeada? com críticas | KASSIA NOBRE - Repórter O delegado adjunto da Polícia Civil, José Edson, 32 anos de idade e apenas oito de Polícia Civil, afirmou ontem, em uma entrevista coletiva, que a cúpula da Polícia Civil não se irritou com as declarações da promotora Marluce Falcão, durante entrevista coletiva concedida na quarta-feira, classificando as investigações do caso Gil Bolinha como ?inexperientes? e provenientes de ?arroubos da juventude?. Marluce Falcão (14 anos de Ministério Público) teceu os comentários sobre as investigações da Polícia Civil, após entregar ao procurador-geral do Ministério Público Estadual (MPE), Eduardo Tavares, na noite da última terça-feira, gravações telefônicas que a inocentariam das acusações de tentar coagir o preso Antônio Wendel Melo Guarnieri, principal testemunha do caso Gil Bolinha. ///