Polícia
Policiais atuam sem assist�ncia m�dica
Dados da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar indicam que onze policiais militares foram assassinados de janeiro de 2008 a julho de 2009. A categoria corre risco diário de morte. A última vítima foi o cabo Sérgio Carlos Marcolino, morto a tiros, no bairro do Farol, na noite da última segunda-feira. Ele era segurança do procurador do INSS Emanoel Paulo, o Paulo do PT, que já foi candidato a vice-prefeito de União dos Palmares. O que mais preocupa o presidente da associação militar, Wagner Simas, é o fato de o governo estadual não garantir o tratamento médico para os policiais feridos em combate ou acometidos de enfermidades decorrentes da rotina militar. ### Comando quer reestruturar hospital O comandante da Polícia Militar, coronel Dalmo Sena, afirmou que a PM vem trabalhando para reestruturar o Hospital da Polícia Militar. Na última quarta-feira, antes de atender à Gazeta, por telefone, ele havia assinado o documento que autoriza a compra de um equipamento de ultrasonografia para a unidade hospitalar. ?Também estamos reestruturando a enfermaria e investindo em outros equipamentos. Após vários anos recuperamos o aparelho de raios X e colocamos o equipamento para funcionar. Os policiais já podem fazer esse tipo de exame no hospital?, disse o coronel, ao reconhecer que não houve investimento no hospital da PM nos últimos anos. ?No decorrer desses anos, o hospital da PM não se modernizou?, afirmou. ### Tenente Charlan se recupera de tiro Considerado um dos mais eficientes e bem preparados homens da PM, o tenente Charlan Williams de Oliveira Silva, egresso do Curso de Formação de Oficiais da PM (CFO), se recupera do tiro disparado pelo assaltante, cujo projétil atingiu o fígado e um rim do militar. Depois de passar momentos difíceis na mesa de cirurgia, onde teve que enfrentar uma grave hemorragia, na última quarta-feira, Charlan, que é lotado no Batalhão Policial de Eventos (BPE), atendeu o telefonema da reportagem da Gazeta. Ainda abatido por causa da cirurgia a que foi submetido, ele havia sentido muitas dores na noite anterior. Com a voz ainda fraca, ele falou pouco, mas garantiu que está bem e em breve estará de volta ao serviço. ///