Polícia
Jornalistas da Gazeta s�o assaltados
Uma reportagem da Gazeta de Alagoas foi interrompida pela violência urbana, ontem pela manhã, no Jacintinho. Os jornalistas Gilberto Farias e Lelo Macena ficaram sob a mira de um revólver calibre 38, quando faziam a cobertura de um protesto de pais e alunos na frente da Escola Estadual Noel Nutels. Dois assaltantes renderam os repórteres e levaram o equipamento fotográfico diante dos olhos assustados de cerca de 70 pessoas, entre adultos e crianças, que estavam na manifestação contra a falta de professores. Como chovia, Lelo estava segurando o guarda-chuva para Gilberto fazer as fotos do ato público sem molhar o equipamento. ?O cara anunciou o assalto e eu ainda segurei a câmera, aí o Lelo mandou eu soltar, mas o meu instinto foi defender a minha ferramenta de trabalho?, conta o experiente repórter fotográfico, que atua há mais de trinta anos na Gazeta, mas nunca tinha passado por algo parecido. ### Escola é ignorada pela segurança Segundo o diretor Wilson Bonfim, a escola está localizada numa área de guerra. ?Estamos geograficamente incrustados na cova do leão, entre o Morro do Ari e as grotas do Cigano e do Moreira, a violência aqui é corriqueira e estamos desestimulados para trabalhar. Com o curioso endereço de Rua 8, sem número, a escola que atende alunos do 6º ao 9º ano fica há poucos metros de um batalhão da PM, no Ladeirão do Óleo, mas parece ignorada pela segurança pública. Os assaltos a alunos, pais e professores são frequentes e já foram enviados vários ofícios às polícias e outros órgãos solicitando reforço na segurança. Na véspera do assalto aos jornalistas, um aluno ficou sob a mira de um bandido armado dentro da escola. ?O garoto teve que tirar a calça, o blusão e entregar celular; só não ficou despido porque o assaltante deu a bermuda a ele?, conta o diretor. ///