Polícia
Crime envolve gente muito influente
Considerada como uma ?questão de honra? para a Polícia Civil, a investigação para identificar e levar à Justiça os autores do bárbaro crime que vitimou o estudante universitário Fábio Acioli Souza Costa, 21, que teve o corpo queimado num canavial do Benedito Bentes depois de ter sido levado em seu veículo, um Peugeot de placa MUH-6407/AL, de um coqueiral em Cruz da Almas. De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Marcílio Barenco, o crime não vai ficar impune. Ele garante que a sociedade vai ter uma resposta esclarecedora dos fatos, mas preferiu não se pronunciar sobre maiores detalhes do trabalho para que consiga chegar aos autores do crime. ### Vítima saberia quem mandou matá-lo A Gazeta esteve no local onde o estudante foi sequestrado. Ninguém notou qualquer movimento anormal naquela noite de terça-feira. A banca de revistas tinha sido fechada duas horas antes da ação dos algozes do universitário. Havia movimentação num bar e no hotel próximo à cena do sequestro. Adriana Ferraz, cozinheira do bar que geralmente funciona até 1h da madrugada, disse não ter testemunhado quaisquer abordagens suspeitas. Seus colegas de trabalho também disseram não ter visto nada suspeito. Ismar Carvalho dos Santos, motorista do hotel, começa a trabalhar às 22h. No seu período de serviço, nenhum crime foi realizado. O porteiro, que chega mais cedo, deu testemunho parecido. ///