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Tr�fico e consumo de crack avan�am no Norte

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Maragogi ? ?Eu dei muito conselho a meu filho. Disse para ele: ?quem mexe com droga só tem dois caminhos, um é a cadeia, o outro, o cemitério??. Apesar da orientação da dona-de-casa Rejane Maria da Silva, 30 anos, o adolescente Wellington Gomes da Silva, 14 anos, o ?Bambi?, não conseguiu se desvencilhar da dependência química e acabou tragado pelo crack. Executado com um tiro na testa por causa de uma dívida com um traficante, Bambi é uma das cinco vítimas recentes do tráfico na região Norte. Em outras áreas do Estado, sobretudo na capital, a presença do crack já é não é mais novidade, mas no Norte de Alagoas a venda e o consumo de uma das drogas mais devastadoras que existem começaram a despontar este ano. Até agora, foram registradas cinco mortes, três prisões, duas apreensões e uma condenação envolvendo o tráfico em 2009. ### Comunidade cobra ações da polícia Maragogi ? O consumo e o tráfico de drogas foram os temas centrais da reunião do grupo gestor do Fórum de Desenvolvimento Local, Integrado e Sustentável (DLIS) da Comunidade Ativa de Maragogi, na noite da última terça-feira. Representantes da sociedade civil, autoridades policiais, do Poder Judiciário e do Ministério Público discutiram ações para barrar o avanço do narcotráfico, sobretudo do crack neste município e em Japaratinga. Presente ao encontro, o comandante do 6° Batalhão de Polícia Militar (6° BPM), tenente-coronel Osman Vilela, ouviu sugestões e críticas à PM. Vindo de Delmiro Gouveia (9° BPM), onde recebeu ameaças de morte por causa de seu trabalho rigoroso contra o crime organizado, ele fez um paralelo entre Maragogi e a cidade do Sertão alagoano. ### Oficial sugere delegacia especializada Maragogi ? Outra ação proposta pelo tenente-coronel Osman Vilela seria a criação, por parte da Polícia Civil, de uma delegacia especial antidrogas na região Norte, de preferência em Maragogi. Trabalhando com um déficit de 45% no efetivo da corporação, o comandante do 6º batalhão está procurando meios para reforçar o policiamento ostensivo, mas reconhece que só isso não bastará. ?Temos que contar com a ajuda de todos. Existem crimes de ação pública e de ação privada. Contra estes é preciso que aconteçam denúncias para se chegar aos culpados, é o caso do tráfico de drogas?, afirmou Vilela. ### Tráfico faz vítimas em vários municípios Maragogi ? Pais que perderam seus filhos para as drogas comungam de sentimentos como dor, saudade e culpa. Ainda abalados, muitos só foram descobrir que os rebentos eram dependentes químicos quando já era tarde demais. Entretanto, fazem questão de alertar sobre o perigo das drogas para que outras famílias não passem pelo mesmo drama. A dona-de-casa Rejane Maria da Silva, 30 anos, desconfiava que Wellington Gomes da Silva, 14 anos, o ?Bambi?, estava usando maconha. Apesar das constantes negativas do filho, ela percebia que o comportamento dele estava mudando. ?Ele se desinteressou pela escola, dormia muito e chegava em casa com os olhos vermelhos?, contou Rejane. ### Maragogi: juiz condena traficantes O juiz da Comarca de Maragogi, André Gêda, propôs uma campanha educativa para esclarecer o perigo das drogas aos jovens. Ele lembrou que vem agindo com rigor ao julgar réus envolvidos com o tráfico de drogas. Em julho, condenou o cabo da Polícia Militar (PM) Francisco Ursino do Nascimento a cinco anos de reclusão por tráfico de drogas. Ele foi preso em flagrante durante o carnaval de Maragogi vendendo crack e maconha. Noutro processo, os pernambucanos Maurício Rogério de Lima, o ?Mauricinho?, e Eliete de Souza Vieira também foram condenados por tráfico de entorpecentes. ///

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