Polícia
Atitude da fam�lia retarda investiga��o
A atitude da família, que se mantém distante das investigações policiais destinadas a identificar o mandante do crime, pode retardar a conclusão do inquérito sobre o assassinato do estudante Fábio Acioli Souza Costa. Cada vez mais convencidas de que a morte dele foi um crime de mando, planejado por vingança, as delegadas Fabiana Leão, Rebecca Cordeiro e Luci Mônica admitem que detalhes sobre a vida social e as amizades de Fábio poderiam contribuir com a elucidação do bárbaro assassinato. O estudante foi sequestrado no dia 11 de agosto último e, depois de torturado, teve fogo ateado ao corpo. Com 75% do corpo destruído por queimaduras de 1º e 2º graus, Fábio não resistiu e morreu 15 dias depois, num hospital do Recife (PE). A barbaridade do assassinato chocou toda a sociedade, que desde então cobra a identificação tanto dos executores quanto do mandante. ### Computador é peça fundamental Pessoas da família explicaram à polícia que, atordoados com a tragédia que se abatera sobre eles, os pais e a irmã do estudante não sabiam como proceder naquele momento, por isso resistiram em liberar o computador. O equipamento, que reúne informações pessoais as mais variadas, é uma peça fundamental na investigação. Nele, que está sendo periciado pelo Instituto de Criminalística (IC), a polícia espera encontrar detalhes das relações de amizade, ou de qualquer outra natureza, mantidas por Fábio Acioli. Mas a polícia quer mais, por entender que além dos dados repassados pelas pessoas presas como suspeitas, a investigação poderia avançar com informações mais detalhadas sobre a rotina e as relações sociais do estudante. ### Polícia convive com várias especulações A identificação pública do ?garoto de programa? com quem Fábio Acioli estava na noite em que foi sequestrado, no coqueiral de Cruz das Almas, gerou novas especulações sobre a suposta autoridade que teria planejado o assassinato e contratado quatro paulistas para executá-lo. As notícias, até agora não confirmadas pela polícia, indicam que o mandante é um homem maduro. O homem com quem o estudante estava, o funcionário público Rafael Cícero de França, lotado na Procuradoria Geral do Município, confirmou a preferência da vítima por parceiros mais velhos. Na avaliação de um perito criminal, essa informação leva a polícia a supor que Fábio mantinha relacionamentos com pessoas que não pudessem identificá-lo socialmente. ///