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Autor de homic�dio diz que matou em leg�tima defesa

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O trabalhador autônomo Gedivan de Souza Santos (foto), 44 anos, procurou a GAZETA DE ALAGOAS para rebater as declarações da funcionária pública Vânia Fonseca de Gusmão, 48, que o acusou de ter assassinado seu irmão, conhecido por Marinho, na frente dos filhos e da mulher, em 9 de maio de 1999, num bar em Ponta Verde. De acordo com Vânia Fonseca, seu irmão estava sentado num barzinho com a família, quando dois elementos chegaram e foram logo batendo no seu filho. ?Ao levantar a cabeça para saber o que se passava com o adolescente de apenas 15 anos, recebeu os três tiros?, contou a funcionária. Gedivan confirma a acusação, confessa que matou Marinho, mas alega ter tido motivos. ?Quando cheguei no bar, o Marinho estava espancando o meu irmão, Gedi de Souza Santos. Claro que fui defendê-lo, e, sem mais nem menos, Marinho sacou o revólver. Ele ia me matar, apenas o matei primeiro. Agi em legítima defesa. Se eu não o tivesse matado, ele morreria de qualquer jeito, porque dias antes ele ameaçou o pastor da Assembléia de Deus que fica próxima a sua casa?, alegou Gedivan que, preso em flagrante, cumpriu pena de dois anos e oito meses no presídio Baldomero Cavalcanti, e agora cumpre liberdade condicional, beneficiado pela legislação que liberta o reeducando após cumprir dos terços da pena. De acordo com Gedivan, a rixa entre ele e o Marinho começou desde que o ex-policial militar, José Gedilson Fonseca de Gusmão, irmão de Marinho, assassinou seu primo, em 1992. ?Desde então, ele pensou que eu ia vingar a morte do meu primo. Mas eu não tinha motivo, nem convivia direito com ele?. ?Nem conheço essa senhora que está denegrindo a minha imagem. Já paguei pelo meu crime. Voltei a trabalhar na minha vidraçaria e na minha oficina de artesanato. Sou separado, mas tenho dois filhos. Hoje em dia, arrependido, vivo aconselhando as pessoas a não praticarem crimes?. Segundo Gedivan Souza, não é verdade a história de que ele estaria ameaçando o Gastão Fonseca, filho do Marinho, o adolescente que estava no bar à época do crime. ?Esse menino não deixou o Estado por estar traumatizado, como pensa a Vânia Fonseca. Ele está foragido por ter dado duas facadas num rapaz chamado Gilson?.

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