Polícia
Justi�a manda prender Adelmo Cavalcante
A libertação do ex-soldado da PM, Marcos Cavalcante, beneficiado com a progressão de regime, fez com que o Tribunal de Justiça voltasse a pedir a prisão do irmão Adelmo Cavalcante, que foi solto em dezembro do ano passado por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A concessão de habeas-corpus em favor de Adelmo e Ademar se deu por excesso de prazo para a apreciação de recurso contra a sentença prolatada pelo juiz da 3a Vara Criminal, Helder Loureiro. Com a reforma da sentença de todos os envolvidos com a gangue fardada por parte da Câmara Criminal, Adelmo ? que teve a pena reduzida de 22 para 16 anos ? deveria voltar à prisão para cumprir o resto da pena, já que ele responde a outro processo. O relator do recurso, desembargador José Hollanda Ferreira, chegou a informar que o Tribunal de Justiça iria expedir um mandado de prisão para o ex-major da PM. Mas até agora, Adelmo encontra-se foragido. O próprio advogado Welton Roberto, que atua na defesa dos integrantes da gangue fardada, com exceção do ex-tenente-coronel Manoel Cavalcante, considerado o líder da quadrilha, chegou a admitir que o seu cliente estava na condição de foragido, mas que iria ingressar com um recurso para mantê-lo em liberdade. Mas enquanto as medidas judiciais não são adotadas, continua valendo um mandado de prisão preventiva para que Adelmo volte para o presídio. Demora Segundo fontes do Judiciário, recentemente o presidente do TJ, desembargador José Fernando Lima Souza, chegou a contactar o secretário de Defesa Social, Antônio Arecippo, para saber da demora em cumprir o mandado de prisão. Foi apurado ainda que, a partir de agora, a SDS passaria a se empenhar na prisão de Adelmo. Segundo o advogado Welton Roberto, Adelmo e Ademar, assim que foram libertados, viajaram para fora do Estado por questão de segurança, com o conhecimento do próprio Tribunal de Justiça.