Polícia
Policial detalha como reagiu a atentado
O rebuliço era grande na Assessoria de Comunicação do HGE, na manhã de quarta-feira. Um capitão, dois sargentos e um soldado da Polícia Militar aguardavam uma resposta da direção do hospital, já que o Comando de Policiamento da Capital (CPC) tinha autorizado a entrevista com o soldado Salustiano. Após alguns telefonemas, tudo OK. A comitiva partiu em direção à enfermaria 5. A princípio, o paciente se recusou a dar entrevista. O capitão argumentou, informou que o comando não fez restrições, que o hospital tinha liberado etc. e tal, mas nada. Pela janelinha de vidro da porta, só se via o soldado acenar a cabeça que não. O repórter fotográfico Marcelo Albuquerque ainda disparou alguns clicks para garantir a imagem, o clima ficou tenso, Salustiano balançou o dedo negativamente e um soldado colocou a mão na frente da câmera. ### Soldado pode ser expulso da corporação Com tantas acusações e uma ficha disciplinar cheia de punições, o soldado Bruno Salustiano só deve sofrer uma punição maior ou até mesmo ser expulso da polícia por causa de um deslize. Quando reagiu ao atentado no último dia 6, o militar utilizou uma pistola Glock de 9 milímetros, calibre de uso privativo das Forças Armadas. Militares que investigam a suposta vida criminosa de Salustiano comparam a decretação da prisão dele por porte ilegal de arma com o fim do lendário mafioso Al Capone por sonegar o imposto de renda. ?Guardadas as devidas proporções, é claro, porque Al Capone era um mito e este soldado não passa de um soldado raso que pode ser expulso da corporação por causa do porte ilegal?, afirma uma fonte na PM, que pediu anonimado de sua identidade. ### Inquéritos abertos contra os acusados Delegado confirmou autuação em flagrante de Salustiano por porte ilegal de arma de fogo; Caetano também será investigado sobre atentado à bala no Feitosa O delegado do 9º DP, Waldor Coimbra, afirma que já abriu dois inquéritos sobre os episódios do dia 6, no Feitosa. ?O soldado Salustiano foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma, e abrimos um inquérito pela tentativa de homicídio contra ele. Também vamos investigar o sargento Caetano, mas não tomamos os depoimentos ainda porque ambos estão hospitalizados e não podemos adiantar muita coisa para não prejudicar as investigações?. O inquérito que investiga a execução do soldado Valdir, em julho de 2008, ainda não tem nenhum indiciado e foi devolvido pela Justiça para novas investigações. O caso volta para o 1º DP, agora sob o comando do delegado Alcides Andrade, que vai assumir as investigações. ///