Cidades
Policiais civis fazem greve de advert�ncia
Mais uma vez as delegacias de Alagoas foram fechadas pelos próprios policiais. A onda de crimes não para de aumentar e deixa a população apavorada, mas os agentes e escrivães não aceitam trabalhar sem estrutura e com baixos salários. Por isso, o Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol) iniciou, ontem, uma paralisação de advertência de 72 horas, em todo o Estado, com um protesto em frente ao Palácio República dos Palmares. Em Maceió, apenas 30% dos serviços emergenciais foram mantidos, com o atendimento parcial na Central de Polícia. Sem reajuste salarial há dois anos, a categoria reivindica equiparação salarial a 60% do salário dos delegados. Com isso, o piso salarial que hoje está em R$ 1.800 passaria para cerca de R$ 7 mil de salário bruto. O Sindpol protesta contra a dificuldade de negociar com o governo, frisando que tinha tratado das reivindicações com o vice-governador, José Thomaz Nonô, no dia 8 de fevereiro, e este havia se comprometido a intermediar o pleito e voltar a se reunir com a categoria, o que não aconteceu. ?O governo não dá resposta. Nos últimos quatro anos, só retrocedeu?, critica o vice-presidente do Sindpol, Josimar Melo. Delegacia está superlotada | PATRÍCIA BASTOS - Repórter Igaci ? Apesar de possuir três celas, com capacidade para dois presos cada uma, ontem 16 presos se espremiam no xadrez da delegacia de Igaci. No primeiro dia de paralisação dos policiais civil, o chefe de operações da delegacia, José Carlos Bispo, o Carlão, era o único policial que estava de serviço. ?Sem as mínimas condições de trabalhar, a única coisa que a gente pode fazer é cuidar dos presos, que não é atribuição de um policial civil?, afirmou Carlão. A superlotação começou quando a delegacia regional de Palmeira dos Índios foi interditada para reformas, em julho do ano passado. Mas apesar de terem se passado mais de oito meses, a obra ainda não foi iniciada. Desde então, a delegacia de Igaci passou a receber presos vindos de Craíbas e de Tanque d?Arca. ?Como alguns dos presos têm família que mora longe e não tem condições de mandar as refeições, entrego para eles a alimentação que chega para os policiais. Se não fosse assim, eles passariam fome?, disse o sindicalista. Paralisação deixa alunos do município sem aula | BLEINE OLIVEIRA - Repórter As escolas da rede pública municipal estão sem aulas e os postos de saúde funcionarão precariamente até que termine a greve de 72 horas decretada por servidores das áreas de Educação e Saúde da Prefeitura de Maceió. Iniciada ontem, a paralisação continua até amanhã, quando os dois segmentos realizam uma assembleia geral em frente à sede da prefeitura, no bairro de Jaraguá. Hoje, os servidores municipais se reúnem para tomar o café da manhã na porta da Secretaria Municipal de Finanças (SMF). Segundo o presidente do Sindprev, Cícero Lourenço, os postos, inclusive os de referência, como o PAM Salgadinho, estão funcionando com 30% da capacidade. Já o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteal) afirma que as escolas estão sem qualquer atividade.