Polícia
Taxista � morto � facada pelo enteado
Agitado, Erasmo Carlos, 30, andava de um lado para o outro dentro de casa, no fim da tarde de segunda-feira. Um turbilhão embaralhava seus pensamentos. Ouvia vozes que o atormentavam. A esquizofrenia já o mandara para casas de repouso mais de 10 vezes nos últimos seis anos. Há um ano e meio, depois da última internação, estava mais tranquilo. Mas no último sábado, entrou em crise. Ficava violento quando estava assim. Partia para agredir a mãe e não poupava o padrasto, com quem vivia há 16 anos. No domingo, Erasmo aceitou ser internado. A mãe e o padrasto o conduziram até o Portugal Ramalho. Lá, foram informados de que a internação não era possível. ?Voltem aqui no dia 2 [hoje]?, disse um funcionário. A mãe de Erasmo, a dona-de-casa Maria José da Silva Oliveira, parecia prever a tragédia quando protestou contra a atitude do hospital: ?Quer dizer que ele só poderá ser internado quando matar alguém??. ///