Polícia
Repress�o ao crime por di�ria de R$ 45
Todos os dias, de domingo a domingo, 25 agentes da Polícia Civil (PC) de Alagoas recebem diária dentre R$ 35 e R$ 45 e saem às ruas de Maceió e do município de Barra de São Miguel para combater o crime. Executores da Operação Asfixia, criada em setembro de 2008 para reforçar as ações policiais, eles são voluntários numa unidade da PC criada numa ação emergencial e que inclui também rondas na rodovia BR-101, no trecho entre Messias e Novo Lino. A ação começa em qualquer lugar. A partir do momento que as seis viaturas saem do ponto determinado, que pode ser a sede da Delegacia Geral, em Jacarecica, ou de uma das plantonistas, o trabalho de repressão ao crime é iniciado. Duas viaturas seguem para Messias, onde se juntam a uma terceira que vem de Novo Lino e seguem fazendo a ronda na rodovia federal. Outras quatro começam o trabalho divididas entre Maceió e a Barra de São Miguel. ### Parceria desfeita e medo de novos assaltos no Norte | SEVERINO CARVALHO - Repórter Maragogi ? Enquanto esteve em vigor ? de março a junho deste ano ? a Operação Asfixia sufocou o crime organizado e impediu os assaltos nas rodovias estaduais que cortam o Litoral Norte de Alagoas. A força-tarefa da Polícia Civil foi posta em prática na região graças a uma parceria entre a Prefeitura de Maragogi e a Associação dos Hotéis, Pousadas e Trade Turístico do Litoral Norte (Ahmaja) que cediam viaturas e alimentação aos policiais envolvidos no trabalho. A Asfixia foi solicitada ante aos inúmeros assaltos nas rodovias que levam ao segundo pólo hoteleiro do Estado. Na última temporada, os criminosos espalharam o pânico no asfalto atacando, sobretudo, veículos pertencentes a empresas de receptivo que fazem o translado de turistas entre o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares e Maragogi. ### Ordem é revistar quaisquer suspeitos até em coletivos Na noite da última terça-feira, 8, feriado de Nossa Senhora da Conceição, o primeiro alvo da Operação Asfixia foi um rapaz que trafegava próximo a uma faculdade particular, em Cruz das Almas. De boné, sandálias de dedo, vestindo camiseta e bermuda, e carregando uma sacola nas costas, o rapaz foi abordado pelo grupo comandado pelo agente Jeferson Gomes, que coordena a unidade policial. ?Nesse trabalho abordamos pessoas com atitudes suspeitas? ? disse ele, explicando o que justificou a decisão de parar o rapaz e revistá-lo. Nada foi encontrado. O trabalho continuou e, na sequência, outro rapaz com as mesmas características, desta vez numa bicicleta, foi parado para a revista no ponto de ônibus vizinho ao conjunto residencial Dom Adelmo Machado. BO ### Mais tranquilidade para motoristas No trecho da BR-101 entre os municípios de Messias e Novo Lino, na fronteira com o Pernambuco, o trabalho da Operação Asfixia é bem mais perigoso. Mas a Polícia Civil comemora a redução do número de assaltos a ônibus e caminhões naquela área, desde que o trabalho foi iniciado. A operação foi levada para aquela região por solicitação do delegado de Novo Lino, Antônio Nunes Cabral Júnior. Ele avalia que há mais de 30 dias não são registradas ocorrências de roubo de veículos, cargas ou assaltos a coletivos naquela rodovia. Apesar de não ser um trabalho ostensivo, os policiais usam armas de grosso calibre, inclusive fuzis, única forma de enfrentar as quadrilhas que vinham atuando na região, principalmente entre os municípios de Joaquim Gomes e Flexeiras, onde as estatísticas indicavam maior incidência de roubos e assaltos. BO ///