INVESTIGAÇÃO
Polícia investiga latrocínio após homem ser morto dentro de casa em Palmeira dos Índios
Três pessoas são suspeitas do crime. Moto avaliada em R$ 30 mil foi levada
A Polícia Civil investiga como latrocínio a morte de Anderson Marcos dos Santos, de 52 anos, conhecido como "Vaca Veia", assassinado dentro da própria residência, no Conjunto Marluce Cordeiro, no bairro Vila João XXIII, em Palmeira dos Índios, no Agreste de Alagoas. Após o crime, ocorrido por volta das 21h10, investigadores analisaram imagens de câmeras de segurança e identificaram três pessoas que tiveram contato com a vítima antes da execução.
Segundo o chefe de operações do Sistema de Inteligência da Segurança Pública (SISP) de Palmeira dos Índios, Diogo Martins, duas pessoas estavam com Anderson no momento em que ele foi morto. Um terceiro indivíduo também aparece nas imagens durante a tarde e passou a ser investigado pela polícia.
A principal linha de investigação considera que Anderson foi vítima de um latrocínio, já que, além de ter sido assassinado, teve bens levados da residência. Entre os objetos estão uma motocicleta, o celular e a carteira. A polícia também apura o desaparecimento de uma quantia em dinheiro que estaria no imóvel.
As imagens obtidas pelos investigadores mostram Anderson na companhia de outras pessoas durante a tarde. Segundo a polícia, eles estavam consumindo bebidas alcoólicas nas proximidades da residência.
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Em determinado momento, a vítima entrou na casa acompanhada por um dos homens. O outro também aparece na movimentação registrada pelas câmeras.
Dentro do imóvel, um disparo foi ouvido. De acordo com a análise feita pela polícia, cerca de seis minutos depois, dois homens deixaram a residência.
Um deles saiu utilizando a motocicleta de Anderson. O outro deixou o local em uma moto própria.
Para os investigadores, o intervalo entre o disparo e a saída dos suspeitos pode ter sido utilizado para procurar objetos de valor dentro da casa. O imóvel apresentava sinais de que os envolvidos teriam revirado os cômodos em busca de bens.
Suspeitos eram conhecidos da vítima
A investigação também busca esclarecer a relação entre Anderson e os homens que estiveram com ele antes do crime.
Segundo o SISP, os envolvidos faziam parte do convívio da vítima e tinham acesso à residência. As imagens mostram que eles passaram parte da tarde juntos, consumindo bebidas alcoólicas.
Um dos homens teria chegado ao local utilizando uma motocicleta de aplicativo. Conforme a polícia, a própria vítima pagou a corrida.
A proximidade entre Anderson e os suspeitos é um dos elementos analisados pelos investigadores para reconstruir a dinâmica do crime e identificar o que teria motivado a ação.
A polícia confirmou que duas pessoas estavam na residência no momento da execução, mas uma terceira esteve com o grupo durante a tarde.
A participação desse terceiro indivíduo ainda não está esclarecida. Conforme o SISP, ele será investigado para determinar se tinha conhecimento ou algum envolvimento na ação criminosa.
Com base nas imagens e nos demais elementos reunidos, a Polícia Civil trabalha para identificar formalmente os suspeitos e localizar os envolvidos. A equipe também poderá solicitar à Justiça a prisão preventiva ou temporária, conforme o andamento das investigações e os elementos reunidos no inquérito.
Vítima era marchante
Anderson Marcos dos Santos era marchante, profissional que trabalha com o abate e a comercialização de animais destinados à produção de carne. Conhecido na região pelo apelido de Vaca Veia, ele morava no Conjunto Marluce Cordeiro.
Testemunhas relataram que Anderson estava bebendo com outras pessoas ao lado da residência antes de entrar no imóvel acompanhado de um homem. Na sequência, ocorreram os disparos.
Anderson foi atingido por um único tiro na cabeça e morreu ainda no local.
Testemunhas e gravações são analisadas
Além das câmeras de segurança, os investigadores também coletaram relatos de pessoas que estavam nas proximidades da residência. Testemunhas disseram ter ouvido o disparo e ido até o imóvel para verificar o que havia ocorrido.
Segundo o SISP, as gravações possuem imagem e áudio e são consideradas importantes para a reconstrução da dinâmica do crime.
A Polícia Civil segue tentando esclarecer a participação de cada suspeito, localizar os bens levados e reunir elementos que possam subsidiar eventuais pedidos de prisão.