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Cavalcante dep�e e incrimina deputados

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O ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante voltou como um homem-bomba. No primeiro depoimento prestado à Justiça alagoana desde que deixou o presídio de Bangu 6, no Rio de Janeiro, o comandante da gangue fardada revelou detalhes sobre a participação dos deputados estaduais João Beltrão e Antônio Albuquerque e do deputado federal Francisco Tenório no assassinato do cabo José Gonçalves da Silva Filho, o cabo Gonçalves, em 1996. Sob forte escolta policial e com o velho bigode de volta ao rosto, Cavalcante chegou sem nenhum advogado no prédio improvisado do Fórum, no Barro Duro, por volta das 9h de ontem. Mesmo assim, pediu o benefício da delação premiada, que pode reduzir a pena ou mesmo conceder o perdão judicial. O juiz da 7ª Vara Criminal, Maurício Brêda, e o promotor Marcos Mousinho tiveram que esperar a chegada de um defensor público para acompanhar o réu. ### Promotor confirma teor das denúncias Manoel Cavalcante não falou com a imprensa sobre os detalhes que incriminam os deputados, mas o promotor Marcos Mousinho revelou alguns pontos do depoimento. ?Segundo o réu, o cabo Gonçalves tinha planos para matar o João Beltrão, que já tinha ouvido falar sobre isso, mas não tinha certeza. Como Gonçalves recebia guarida de Francisco Tenório, Beltrão procurou Antônio Albuquerque, então presidente da Assembleia, para intermediar uma reunião com Tenório?, explica o promotor. De acordo com o promotor, o relato do ex-PM aponta ainda que Tenório confirmou a Beltrão o plano de Gonçalves para executá-lo. Diante disso, os parlamentares teriam se reunido com Albuquerque, numa fazenda dele, em Limoeiro de Anadia, para planejar o assassinato do cabo da PM. A partir daí, teriam contratado o ex-coronel Cavalcante para executar a emboscada. ///

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