loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Polícia

Polícia

Grupo rouba carro de presidente da ALE

Ouvir
Compartilhar

Dois meses após a invasão da casa do deputado estadual Sérgio Toledo (PDT), o novo parlamentar vítima da violência urbana na Barra de São Miguel é o próprio presidente da Assembleia Legislativa (ALE), Fernando Toledo (PSDB), que teve o carro roubado por dois assaltantes. A esposa dele, a ex-deputada Lucila Toledo, foi vítima de um sequestro relâmpago quando estacionava na charmosa Villa Niquim, na terça-feira à noite, ficou quase duas horas sob a mira de um revólver e foi largada num canavial, na estrada, próximo ao município de São Miguel dos Campos. Mesmo ainda abalada pelos momentos de terror que viveu, a ex-deputada concedeu entrevista à Gazeta, por telefone, e contou detalhes sobre o sequestro relâmpago. A ex-parlamentar, que também atuou como secretária de Estado, foi atacada pelos sequestradores assim que saiu do veículo com um neto de 5 anos, um amigo dele da mesma idade e uma babá, por volta das 20h30. Nesta mesma hora, o presidente da ALE relaxava na casa que tem em Marechal Deodoro, alheio ao que acontecia à família. ### Delegada assume com problemas Recém-chegada à delegacia da Barra de São Miguel, a ex-delegada do Tigre e da Central de Inquéritos Pendentes da Polícia Civil, Kátia Emanuelle, assumiu o posto ontem pela manhã, já diante da repercussão do ataque à ex-deputada. ?Lamentamos esse fato, mas não é uma realidade nova na Barra, assim como a falta de estrutura policial na delegacia. Inclusive, o próprio diretor-adjunto, José Edson, já se comprometeu a melhorar a nossa estrutura e as condições de trabalho?, antecipa Emanuelle. ### Clima no balneário era de indiferença | ACÁSSIA DELIÊ - Repórter Na noite seguinte ao sequestro relâmpago do qual foi vítima a ex-deputada Lucila Toledo, o clima era uma mistura de indiferença e chateação com relação ao caso, na Barra de São Miguel. Indiferença da população local, incluindo moradores, veranistas e turistas, que desconheciam o recente ocorrido ou apenas ?ouviram falar por alto? sobre ele. E chateação por parte dos sócios e empresários ligados à Villa Niquim, por causa da consequente associação do crime ao complexo comercial. Ativada há cinco anos, no espaço que um dia abrigou o Terminal Turístico da Barra, a Villa é uma área de lazer voltada para os públicos das classes denominadas ?A? e ?B?, predominantes no pequeno município. Um conjunto de 11 lojas, a maioria de vestuário, um parque infantil, uma pequena praça de alimentação, ainda um salão de beleza e um restaurante com capacidade para pelo menos 320 pessoas constituem o complexo, que vem se consolidando também com um espaço de shows para o público que deseja fugir de ritmos mais populares, como o axé e o forró eletrônico. ### Problema de segurança na Barra de São Miguel é antigo Damiana dos Santos tem 26 anos e trabalha há quase seis como vendedora de uma das lojas da Villa Niquim. Grávida de oito meses, ela sequer ouviu falar sobre o sequestro relâmpago sofrido por Lucila Toledo, mas lembra bem do dia em que sua mãe teve a casa arrombada por bandidos, na Barra de São Miguel. ?Eles renderam minha mãe e a empregada, estacionaram o carro na garagem e levaram tudo?, relata Damiana. O problema da segurança pública no município é antigo e viraram rotina os casos de violência entre os moradores locais, aqueles que não passam apenas para passeios em época de verão. Esses estão desacreditados sobre a ação da polícia no lugar. ?Polícia aqui é fachada. O que mais tem é roubo de carro e assalto à mão armada. A gente tem medo de ir sozinha à noite para casa por causa disso. Aqui na Villa é tranquilo, já na rua...?, desabafa a também vendedora Danúzia de Lima, de 26 anos. ///

Relacionadas