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Religi�o era assunto mais comum para jovem morto

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Até o início da tarde de ontem, quando praticou o gesto tresloucado, o estudante Joel Noé Andrade vivia com a mãe, na Rua Palmeira dos Índios, no bairro de Mangabeiras, em Maceió. Apesar dos transtornos que eventualmente apresentava, o relacionamento deles era tranquilo. O rapaz não era agressivo, apesar dos temas fantasiosos que costumava abordar em suas conversas. As questões de ordem religiosa costumavam nortear o papo com os amigos. Um deles revela que Joel tinha o nazista Adolf Hitler como ídolo. Apesar disso, todos o consideravam um cara legal e muito inteligente. Depois de concluir o ensino médio, o rapaz tentou entrar na faculdade, mas não teve sucesso. Um primo, o radialista Elísio Silva, o define como ?um jovem que não se encontrou?. Segundo ele, Joel apresentava ?comportamento pouco convencional?, mas era querido por todos da família. O radialista revela que nos momentos de crise o rapaz ficava descontrolado, mas ninguém jamais imaginou que ele chegasse a gesto tão extremo. ### Polícia investiga fabricação de explosivo O perito criminal Geraldo Barros, do Instituto de Criminalística, avalia que será difícil esclarecer como o estudante Joel Noé Andrade fabricou o artefato explosivo com que se suicidou, no início da tarde de ontem. E mais ainda: como montou o dispositivo de acionamento da bomba, cuja explosão provocou ferimentos em dois policiais e rompeu o tímpano do médico que lhe prestava atendimento momentos antes. A explosão foi profunda, pois além dos vizinhos da casa de número 70 da Rua Ivan Volver, no Farol, onde aconteceu a tragédia, moradores do entorno puderam ouvi-la. ?Pareceu um poste quando explode a taboca?, disse Kelly Anne Rocha, funcionária de um escritório de contabilidade localizado há poucos metros da casa. Seu colega Agnaldo Farias confirmou a avaliação e disse que todos ficaram assustados, deixaram o local de trabalho e foram até a rua verificar o que havia acontecido. O trecho em frente ao imóvel foi tomado por populares, curiosos e atônitos com a tragédia. ///

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