loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sexta-feira, 24/07/2026 | Ano | Nº 6274
Maceió, AL
26° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Polícia

Polícia

Decis�o de juiz revolta fam�lia de Davi Hora

Ouvir
Compartilhar

A família de Davi Hora Barros Omena se declara chocada com a decisão do juiz Antonio Barros, substituto da comarca de São Miguel dos Campos, de impronunciar o acusado pelo assassinato do estudante. O rapaz foi morto pelo colega Rodolfo Câmara Amaral Calheiros, em junho de 2005 quando, com mais dois amigos, voltavam de uma festa junina naquele município. Se a impronúncia for mantida, Rodolfo Amaral se livra da prisão, já que não será julgado pelo Tribunal do Júri, podendo, se condenado, cumprir pena alternativa, como prestação de serviços à comunidade. Ele havia sido pronunciado por decisão da juíza titular da comarca, Nirvana Mello, com base na denúncia feita pelo promotor de Justiça Nílson Miranda, por homicídio doloso. A pena prevista para esse crime é de 12 a 30 anos de prisão. ### Pai diz que vai recorrer às instâncias legais Lembrando que, se estivesse vivo, Davi Hora estaria com 25 anos, o agropecuarista Luiz Omena Filho se emociona, seus olhos marejam, a voz embarga, mas ele não titubeia ao manifestar a firme determinação de buscar justiça para o filho assassinado. ?O que estamos vivendo parece um pesadelo. Às vezes penso que vou acordar e ver que não é real essa dor?, declara o pai. Após alguns longos segundos, Luiz se recompõe e reafirma que vai recorrer a todas as instâncias legais para que o acusado, Rodolfo Amaral, seja julgado pela sociedade. ?Haverá justiça. Creio que a impunidade será vencida pela luta de nossa família que é a mesma luta de tantas outras, esfaceladas por um ato de extrema irresponsabilidade?, afirma ele. ### Juíza evita comentários sobre revogação de atos A juíza Nirvana Mello evitou fazer qualquer comentário sobre o processo referente à morte do estudante Davi Hora Omena, 19, assassinado em junho de 2005, pelo colega, Rodolfo Amaral. Indagada sobre a impronúncia do acusado, decisão tomada pelo juiz Antonio Barros Lima, que a substituiu, a magistrada se recusou a manifestar opinião, para que não se levante suspeita sobre decisões que venha a tomar no caso. ?Presidi a ação, decretei a prisão. Convencida da culpabilidade, pronunciei o acusado. Minha convicção é que foi crime doloso. Sobre os fatos que se sucedem durante minha licença, como a revogação dos atos que proferi, não opino?, disse a juíza, que reassumiu a comarca de São Miguel dos Campos após seis meses de licença médica. ### Promotor afirma não haver provas Enquanto a família de Davi Hora cobra uma explicação sobre a mudança na classificação criminal de homicídio doloso para culposo, e anuncia que vai fazer nova manifestação pública de protesto, o promotor Magno Alexandre Ferreira Moura se diz convencido de que não há provas suficientes para levar Rodolfo Amaral ao banco dos réus. ?Tenho absoluto respeito pela família da vítima, mas é fundamental esclarecer que me manifestei tecnicamente, de acordo com a lei? , disse ele, acrescentando que se sente alvo de uma polêmica cujo objetivo é desgastá-lo. O promotor declara que, se a família se sente inconformada com seu entendimento, deve recorrer às instâncias cabíveis. ///

Relacionadas