Polícia
Japoneses de olho no sistema prisional
A presença de produtores de mel do Japão revelou uma nova face do Sistema Prisional Alagoano. Na última semana, eles vieram conhecer a produção de caixas feita por reeducandos com madeira nobre oriundas de apreensões. Fascinados pela qualidade do produto, eles podem fechar negócio e garantir a exportação do material. Os japoneses são oriundos de uma região que sedia presídios. A visita é parte de uma medida inédita no Estado. E representa a esperança para quem vive esquecido entre grades e a hostilidade diária. Graças à futura criação do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) para o Sistema Prisional, os reeducandos podem vir a se transformarem em operários, ter salário e conquistar a liberdade com um emprego. O processo recebeu parecer favorável da Procuradoria Geral do Estado (PGE). ### A esperança que renasce do solo Entre os reeducandos, a certeza é a de que estão plantando para colher depois. Que o digam os envolvidos com a produção agrícola. A horta, ainda iniciante, apresenta bons resultados. O solo no entorno das unidades também será utilizado como estratégia de criação de oportunidades. Os que mais se interessam são os apenados que têm origem no interior. A afinidade com a terra é o primeiro passo para plantar o que será consumido nas unidades. O próximo passo é a ampliação das culturas. Atualmente são plantadas cenoura, pimentão, milho, macaxeira e maxixe. A meta é ampliar para 14 culturas diferentes e criar um volume que garanta estoque nas unidades e ainda viabilize a comercialização do excedente na Central de Abastecimento de Alimentos (Ceasa). ///