Polícia
Ouvidor defende realiza��o de testes na Ufal
O ouvidor-geral do Estado, Geraldo Majella, defende que o material coletado pelo Instituto Médico Legal (IML) dos nove corpos encontrados em Marechal Deodoro seja entregue ao Laboratório de Genética Forense, da Ufal, mediante entendimento com o seu coordenador, Luiz Antônio Ferreira. ?Ele é um dos maiores estudiosos de DNA do Brasil?, confirma Majella. Segundo as suas informações, o governo do Estado finaliza a elaboração de um convênio a ser celebrado com a Ufal, para o projeto de identificação de pessoas desaparecidas, através da montagem de um banco de dados. O trabalho contará com a participação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), para compra de equipamentos. ?Alagoas será um dos primeiros Estados do Brasil a dispor de um banco de dados com informações de DNA humano e a repercussão desse fato terá alcance nacional?, acredita Geraldo Majella. Aquisição Majella adianta, porém, que mesmo sem a aquisição desse equipamentos, todos os exames de DNA já podem ser feitos pelo Laboratório de Genética da Ufal, sem nenhuma burocracia. ?Esse é o passo mais importante para se modernizar e combater, efetivamente, a impunidade e a violência em Alagoas?, salientou o ouvidor-geral. Desde que foram encontradas 32 ossadas em três cemitérios clandestinos, em 1998, em Pindoba, Saúde e Sauaçuhy, Majella vem denunciando e exigindo a realização dos exames de DNA para que possam ser identificadas centenas de pessoas desaparecidas no Estado.